Se foi letra ou calcanhar – nada vai mudar no mundo. As bolsas continuaram com suas oscilações malucas, o índice Nasdaq vai subir (e depois cair); o Haiti continuará precisando de ajuda etc. etc.
Mas, se para quem sabe ler um pingo é letra; para quem jogou futebol calcanhar é uma coisa e toque de letra é outra.
O jornalista Fran Augusti dirigiu, durante muitos anos, o esporte do Estadão – portanto, entende de jornalismo; foi jogador de futebol e eu tive a oportunidade de vê-lo em campo – portanto, entende do riscado.
Ele me mandou o artigo que se segue onde aborda a questão da “caneta”. No meu tempo de jogador de futebol, como nos tempos do Fran, dizia-se que o cara passou a bola entre as pernas do outro ou entre as canetas. Mas, dar caneta, não!
Leiam o artigo do Fran.
Ninguém “dá caneta”!
Na segunda semana de fevereiro, logo após Robinho ter voltado do Manchester City e feito seu reingresso no Santos, marcando um gol na vitória por 2 a 1 frente ao São Paulo, Mário Marinho, com muita propriedade, comentou – e provou – que o gol do atacante santista foi de calcanhar e não “de letra”. Hoje em dia, essas “particularidades” são consideradas idiossincrasias de jornalistas jurássicos. Mas o que tem de, para usar um termo mais “moderno”, de não-conformidade na mídia escrita, falada e televisada (argh!) é um “loucura”.
É o caso por exemplo da expressão “caneta”. Alguns “coleguinhas” (e desculpem-me os demais) que talvez nunca tenham usado uma chuteira, falam e escrevem que “fulano” ou “sicrano” “deu uma caneta”. Ninguém dá “caneta”!. Para os mais jovens, ou menos informados, não custa esclarecer que “caneta” era o nome que, em priscas eras, dava-se ao “arco” ou “vão” das pernas do adversário. Assim, a bola passava “pelas canetas”, terminologia utilizada para mostrar que a bola havia passado entre as pernas do adversário. Isso porque, normalmente – e até hoje é mais ou menos assim – os zagueiros eram todos fortes, grandes truculentos, violentos até e ruins de futebol. Quando um atacante mais “ousado” encarava-os, jogava a bola entre as pernas deles , que ficavam presas no gramado como se fossem duas “canetas” em pé, daí a gíria criada pelos “boleiros”!
Vejam no linque abaixo belo lance em que ronaldinho, marginho, mete a bola entre as pernas do adversário.
http://www.youtube.com/watch?v=pTbiQwrhptkhttp://www.youtube.com/watch?v=pTbiQwrhptk
Enquanto isso, no Irã - A oposição do governo do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad afirma que atualmente existem no país 55 jornalistas presos. De acordo com o site Kaleme, do candidato derrotado e líder da oposição Mirhossein Mousavi, nove jornalistas e fotógrafos foram presos nos últimos dois dias.
Outro site, o Parleman News, informou que uma jornalista, que não estava entre os citados pelo Kaleme, foi presa no último domingo.
Desde as eleições presidenciais de 12 de junho, o Irã foi tomado por protestos de opositores que acreditam que houve fraude na reeleição de Ahmadinejad. Muitos manifestantes foram presos, entre eles jornalistas de veículos de oposição.
As informações são da agência Reuters, divulgadas no site http://www.comunique-se.com.br/
Só para lembrar, Ahmadinejad é aquele amigo do Lula, que esteve recentemente no Brasil e que não reconhece a exitência do holocausto. Mas Lula também não reconhece nenhuma irregularidade na eleição do moderado Ahmadinejad.
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A aprovação de Dunga cresceu 31 pontos percentuais em relação à pesquisa de novembro de 2008, quando era aprovado por 33%, e é maior do que a verificada em novembro de 2007, quanto atingiu 44%.




