e ano novo também...
Por isso, vamos esquecer o campeonato que passou porque já vem outro por aí.
Vamos ganhar o próximo.
Vamos ganhar a Copa também.
Enquanto isso, vá curtindo as charges abaixo.
http://charges.uol.com.br/2009/12/14/times-do-brasileirao-sei-la/
http://charges.uol.com.br/2009/12/02/brasileiros-cantam-saudosa-maloca/
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Noite de Messi
Só mesmo uma zebra muito grande pode impedir o argentino Messe, craque do Barcelona, de ganhar hoje o prêmio de melhor jogador do mundo, dado pela Fifa.Os dois últimos vencedores, Cristiano Ronaldo e Kaká, que poderiam ameaçar não tiveram uma boa temporada, até mesmo por contusões que os tiraram de muitos jogos.
Os três – Messi, Kaká e Cristiano – estão, cada um no seu estilo, num mesmo plano, com diferenças mínimas. Os três estão bem abaixo de Maradona, que está quilômetros abaixo de Pelé.
Messi não é uma unanimidade na Argentina. Talvez até por não ter jogado lá, já que foi para o Barcelona com 12 anos de idade. Mas o que pesa mesmo são suas fracas atuações na Seleção Argentina. O apaixonado torcedor não perdoa: acha que ele se esforça mais no Barcelona do que defendendo a bela camisa alviceleste do país do tango.
Eu não concordo.
A Seleção joga de um jeito e o Barcelona de outro. Como ele passa muito mais tempo no time espanhol do que com a seleção de seu país, é claro que o entrosamento é muito maior. Na Seleção quase não há tempo para treinar e os jogadores se ressentem disso. Só mesmo craques fora de série conseguem superar essa barreira. Messi apenas craque.
Quem já ganhou – Desde que o prêmio foi instituído, em 1991, foram estes os vencedores:
1991 – Lothar Mathaus (Alemanha)
1992 – Marco van Basten (Holanda)
1993 – Roberto Baggio (Itália)
1994 – Romário (Brasil)
1995 – George Weah (libeeriano que, na época, defendia o Paris Saint Germain
1996 - Ronaldo (Brasil)
1997 - Ronaldo (Brasil)
1998 - Zinedine Zidane (França)
1999 - Rivaldo (Brasil)
2000 - Zinedine Zidane (França)
2001 - Luís Figo (Portugal)
2002 - Ronaldo (Brasil)
2003 - Zinedine Zidane (França)
2004 - Ronaldinho Gaúcho (Brasil)
2005 - Ronaldinho Gaúcho (Brasil)
2006 - Fabio Cannavaro (Itália)
2007 - Kaká (Brasil)
2008 - Cristiano Ronaldo (Portugal)
Como se vê, o Brasil dá de lavada: são oito jogadores premiados.
Outra curiosidade: de todos os vencedores, apenas um não é atacante: o italiano Fabio Cannavaro, apelidado de "Muro de Berlim".
Marta mais uma vez? - Também na noite de hoje será divulgada a escolha da melhor jogadora do ano.
A espetacular Marta é, mais uma vez, uma das favoritas. Ela já foi a escolhida em 2006, 2007 e 2008. Agora, tem em sua companheira de clube, o Santos, a Cristiane uma forte concorrente.
Além da brasileira, outras fortecandidatas são as alemãs Inka e Birgit Prinz e a inglesa Kelly Smith
domingo, 20 de dezembro de 2009
Desfecho triste para a COP-15. e para o nosso Planeta.
Elizabeth Oliveira/Report Comunicação (texto e fotos)
De Copenhague
A morte anunciada da COP-15 se confirmou neste sábado, 19. Não houve consenso em torno do tal Acordo de Copenhague, que deveria ter sido assinado na tarde de sexta-feira, 18, fechando oficialmente a 15ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU. Líderes políticos que estiveram na capital da Dinamarca para tentar salvar o evento do fiasco histórico fracassaram na missão. Negociadores cochilando, exaustos depois de um dia tenso e de uma madrugada em claro, ficaram como última imagem desta caótica convenção.
Uma decisão sobre o que se fará quando terminar o prazo do Protocolo de Kyoto, cuja obrigatoriedade de cumprimento de metas de redução de emissões de gases do efeito estufa para países desenvolvidos vai de 2008 a 2012, foi adiada para a COP-16, em dezembro de 2010, no México. Antes disso, os negociadores que têm nas mãos o futuro do equilíbrio climático, se encontram mais uma vez em Bonn, na Alemanha, em meados do ano que vem.
Diante da falta de unanimidade, a ONU “tomou nota” do Acordo de Copenhague. No jargão jurídico, pelo que foi esclarecido à mídia, o texto final tem força legal ainda que não tenha metas obrigatórias mencionadas e nem tenha sido assinado por todas as Partes (assim são chamados os membros da Convenção do Clima que totalizam 193 países). No entanto, não há desculpa para que cada nação deixe de fazer a sua parte para reduzir emissões de carbono e outros gases do efeito estufa. O texto serve também de sinalização para um processo de entendimento que ainda tem muito chão pela frente.
Um dos pontos mencionados no pífio texto final de Copenhague é o esforço que se deve fazer para controlar o aumento da temperatura em no máximo 2ºC, segundo a ciência é o que o planeta pode suportar, embora existam muitas controvérsias. Outro aspecto citado é a criação de um fundo para financiar ações de adaptação às mudanças climáticas nos países mais pobres. A expectativa é de que até 2020 sejam arrecadados US$ 100 bilhões, por ano, para bancar essas iniciativas. Em três anos, há um comprometimento de doação de US$ 30 bilhões, dos quais já estão garantidos US$ 25,2 bilhões que serão doados pelos Estados Unidos (US$ 3,6 bilhões), União Europeia (US$ 10,6 bilhões) e Japão (US$ 11 bilhões). Quanto ao restante dos recursos, não se sabe ainda de onde virá.
Palco de inúmeros constrangimentos
Fica para trás, cercado por uma paisagem gelada, o Bella Center (na foto ao alto), centro de
eventos oficiais da COP-15 que nas últimas duas semanas foi palco de cenas constrangedoras que correram o mundo e revelaram sua desorganização. Essa Convenção do Clima entra para a história como a que mais limitou o acesso da sociedade civil às discussões e se encerra sob o estigma da arrogância, do desrespeito e da falta de transparência de seus organizadores.
Filas gigantescas com jornalistas, observadores e outros cidadãos esperando horas para ter acesso aos locais de credenciamento, ou mesmo para entrar nas instalações depois de credenciados, representam um dos piores exemplos da desordem.
Os organizadores afirmaram que prepararam condições para receber 15 mil pessoas e tiveram mais de 45 mil pedidos de inscrição. Mas, quantos afinal foram aceitos e quantos participantes circularam nos dias da convenção? Não se sabe ao certo. Colegas jornalistas que estiveram no Bella Center contaram que nos dois últimos dias muitos eventos internos foram cancelados por falta de audiência.
Muitos também revelaram que em determinados momentos faltaram fontes para dar entrevistas e houve necessidade de deslocamentos para hotéis de Copenhague a fim de procurar informações com gente muito capacitada que veio à COP-15, mas não conseguiu entrar no Bella Center. Será que essa foi a verdadeira intenção da organização quando usou a desculpa de
excesso para cortar participação social na COP-15? Há que se refletir e investigar essa questão.
Mas alguns aspectos positivos ficam de legado. Um deles foi a participação ativa de países menores que souberam se manifestar contra decisões tomadas por poucos. Tuvalu, por exemplo, o pequeno país-Ilha do Pacífico que corre o risco de desaparecer caso o nível do mar aumente como previsto pelos cientistas, foi o primeiro a dizer que não aceitava assinar o acordo que havia sido finalizado a portas fechadas pelos presidentes dos Estados Unidos e dos emergentes batizados de Basic (Brasi, África dos Sul, India e China). Outros seguiram o mesmo caminho (Bolívia, Cuba, Sudão e Venezuela) e se negaram a compactuar com um texto final que não expressava compromissos com metas de redução de emissões por parte das nações
desenvolvidas.
Lições aprendidas
Para quem não conseguiu credenciamento e teve que trabalhar nas ruas, nas áreas externas do Bella Center e sem acesso a fontes oficiais da COP-15, como eu, foram muitas as dificuldades. Mas também inúmeras as lições aprendidas com as pessoas com quem conversei, vindas do Brasil e também de outros países, enfrentando limitações financeiras, sofrendo com as baixas temperaturas e demais obstáculos.
Além daqueles que não desanimaram diante das barreiras diárias enfrentadas no Bella Center, quem foi às ruas pedir soluções em defesa do equilíbrio climático, enfrentou a polícia, fez um apelo usando faixas e cartazes, trouxe soluções e idéias pra discutir no espaço dedicado aos movimentos sociais (o KlimaForum09) entre tantas outras ações, ajudou a renovar as minhas
esperanças na capacidade de mobilização da sociedade em defesa das causas humanitárias e ambientais.
Saio de Copenhague com a certeza de que a mídia deu uma excelente contribuição ao esclarecimento sobre os erros e acertos dessa convenção, contextualizando, informando com clareza e analisando os riscos que o ambiente, a economia e a sociedade estão correndo com o aumento da temperatura da Terra. A sociedade entendeu as mensagens, se fez presente e está mais atenta do que nunca aos próximos passos dessa caminhada, ainda que descontente com a falta de ação daqueles que afirmaram que vieram aqui para agir.
Veja mais informações sobre a COP-15
http://blogdareport.blogspot.com/
De Copenhague
Uma decisão sobre o que se fará quando terminar o prazo do Protocolo de Kyoto, cuja obrigatoriedade de cumprimento de metas de redução de emissões de gases do efeito estufa para países desenvolvidos vai de 2008 a 2012, foi adiada para a COP-16, em dezembro de 2010, no México. Antes disso, os negociadores que têm nas mãos o futuro do equilíbrio climático, se encontram mais uma vez em Bonn, na Alemanha, em meados do ano que vem.
Diante da falta de unanimidade, a ONU “tomou nota” do Acordo de Copenhague. No jargão jurídico, pelo que foi esclarecido à mídia, o texto final tem força legal ainda que não tenha metas obrigatórias mencionadas e nem tenha sido assinado por todas as Partes (assim são chamados os membros da Convenção do Clima que totalizam 193 países). No entanto, não há desculpa para que cada nação deixe de fazer a sua parte para reduzir emissões de carbono e outros gases do efeito estufa. O texto serve também de sinalização para um processo de entendimento que ainda tem muito chão pela frente.
Um dos pontos mencionados no pífio texto final de Copenhague é o esforço que se deve fazer para controlar o aumento da temperatura em no máximo 2ºC, segundo a ciência é o que o planeta pode suportar, embora existam muitas controvérsias. Outro aspecto citado é a criação de um fundo para financiar ações de adaptação às mudanças climáticas nos países mais pobres. A expectativa é de que até 2020 sejam arrecadados US$ 100 bilhões, por ano, para bancar essas iniciativas. Em três anos, há um comprometimento de doação de US$ 30 bilhões, dos quais já estão garantidos US$ 25,2 bilhões que serão doados pelos Estados Unidos (US$ 3,6 bilhões), União Europeia (US$ 10,6 bilhões) e Japão (US$ 11 bilhões). Quanto ao restante dos recursos, não se sabe ainda de onde virá.
Palco de inúmeros constrangimentos
Fica para trás, cercado por uma paisagem gelada, o Bella Center (na foto ao alto), centro de
Filas gigantescas com jornalistas, observadores e outros cidadãos esperando horas para ter acesso aos locais de credenciamento, ou mesmo para entrar nas instalações depois de credenciados, representam um dos piores exemplos da desordem.
Os organizadores afirmaram que prepararam condições para receber 15 mil pessoas e tiveram mais de 45 mil pedidos de inscrição. Mas, quantos afinal foram aceitos e quantos participantes circularam nos dias da convenção? Não se sabe ao certo. Colegas jornalistas que estiveram no Bella Center contaram que nos dois últimos dias muitos eventos internos foram cancelados por falta de audiência.
Muitos também revelaram que em determinados momentos faltaram fontes para dar entrevistas e houve necessidade de deslocamentos para hotéis de Copenhague a fim de procurar informações com gente muito capacitada que veio à COP-15, mas não conseguiu entrar no Bella Center. Será que essa foi a verdadeira intenção da organização quando usou a desculpa de
Mas alguns aspectos positivos ficam de legado. Um deles foi a participação ativa de países menores que souberam se manifestar contra decisões tomadas por poucos. Tuvalu, por exemplo, o pequeno país-Ilha do Pacífico que corre o risco de desaparecer caso o nível do mar aumente como previsto pelos cientistas, foi o primeiro a dizer que não aceitava assinar o acordo que havia sido finalizado a portas fechadas pelos presidentes dos Estados Unidos e dos emergentes batizados de Basic (Brasi, África dos Sul, India e China). Outros seguiram o mesmo caminho (Bolívia, Cuba, Sudão e Venezuela) e se negaram a compactuar com um texto final que não expressava compromissos com metas de redução de emissões por parte das nações
Lições aprendidas
Para quem não conseguiu credenciamento e teve que trabalhar nas ruas, nas áreas externas do Bella Center e sem acesso a fontes oficiais da COP-15, como eu, foram muitas as dificuldades. Mas também inúmeras as lições aprendidas com as pessoas com quem conversei, vindas do Brasil e também de outros países, enfrentando limitações financeiras, sofrendo com as baixas temperaturas e demais obstáculos.
Além daqueles que não desanimaram diante das barreiras diárias enfrentadas no Bella Center, quem foi às ruas pedir soluções em defesa do equilíbrio climático, enfrentou a polícia, fez um apelo usando faixas e cartazes, trouxe soluções e idéias pra discutir no espaço dedicado aos movimentos sociais (o KlimaForum09) entre tantas outras ações, ajudou a renovar as minhas
Saio de Copenhague com a certeza de que a mídia deu uma excelente contribuição ao esclarecimento sobre os erros e acertos dessa convenção, contextualizando, informando com clareza e analisando os riscos que o ambiente, a economia e a sociedade estão correndo com o aumento da temperatura da Terra. A sociedade entendeu as mensagens, se fez presente e está mais atenta do que nunca aos próximos passos dessa caminhada, ainda que descontente com a falta de ação daqueles que afirmaram que vieram aqui para agir.
Veja mais informações sobre a COP-15
http://blogdareport.blogspot.com/
sábado, 19 de dezembro de 2009
As vozes de Copenhague
Elizabeth Oliveira, De Copenhague
Diante da evidente falta de vontade política dos
líderes que vieram em Copenhague para negociar um acordo robusto de enfrentamento das mudanças climáticas, certamente a melhor recordação que fica da COP-15, foi o que se viu do lado de fora do Bella Center, centro de eventos oficiais da mais badalada e frustrante Cúpula do Clima da ONU, nas últimas duas semanas. Sem credenciamento, enfrentando todo tipo de adversidade, ativistas e cidadãos anônimos deram os seus recados e clamaram por justiça climática. A expressão que já caiu na boca dos europeus, incentivando a criação de inúmeros movimentos sociais, é um apelo em nome principalmente dos povos mais pobres do planeta, aqueles que serão os mais castigados pelos efeitos do aumento do aquecimento global.
Salvem Tuvalu!
No KlimaForum09, onde estiveram reunidos milhares de militantes de organizações e movimentos sociais, durante duas semanas, em local afastado do Bella Center, inúmeras mensagens pelo clima estavam nos corredores. Entre tantas que chamavam a atenção se destacavam os apelos vindos de Tuvalu, pequenas ilhas do Pacífico Sul que correm o risco de sumirem do mapa em conseqüências do aumento do aquecimento global, para desespero de cerca de 12 mil habitantes.
30 milhões estão em risco em Bangladesh
Mohammad Shahidur Rahman, o solitário militante ambiental vindo de Bangladesh, esteve no
KlimaForum, mas também marcou presença nas imediações do Bella Center por vários dias, a fim de chamar atenção para a situação de seu pais, onde 30 milhões de pessoas correm perigo de desastres ambientais em conseqüência das mudanças climáticas.
Os riscos do metano
Nos cartazes que carregavam pelas imediações do Bella Center e em outras áreas da cidade, os manifestantes alertavam: o metano é 70% mais danoso ao meio ambiente que o carbono.
Herois vegetarianos
Um movimento pró-vegetarianismo marcou forte presença durante toda a COP-15, distribuindo sanduiches naturais e buscando convencer a sociedade sobre a importância de uma dieta sem carne pelo equilíbrio climático.
Urgência climática
Militantes pedem o corte de 10% de emissões até 2010, o fim dos vôos domésticos e do uso de agrotóxicos. Defendem também a criação de 1 milhão de empregos para combater as mudanças climáticas.

A solução é o amor
Não duvidem de que o amor também é apontado como solução para o enfrentamento das mudanças climáticas. Há um movimento pedindo que se dê ouvidos ao coração e que também marcou presença em Copenhague. Trata-se da The Supreme Master Ching Hai International Association.
Voluntários pelo clima
As jovens Jamie e Harley vieram da Califórnia para trabalhar como voluntárias durante duas semanas no KlimaForum. Para elas, o esforço por uma boa causa, compensa todas as dificuldades enfrentadas na capital da Dinamarca. Estiveram presentes ao Bella Center para fazer a propaganda desse espaço alternativo de diálogo.
Juventude engajada
Jovens com muita disposição e consciência crítica sofreram agressões da polícia dinamarquesa, mas mantiveram a firmeza de seus ideais e gritaram palavras de ordem pelas ruas de Copenhague por onde marcharam por mais de quatro horas sob o frio e a neve da última quarta-feira, 16.
O circo vem aí!
O espírito brincalhão da marcha teve fantasias de palhaços e o uso de uma grande lona colorida que a garotada jogava pro alto num gesto de deboche que expressava o que pensavam sobre a COP-15.
Justiça, palavra-chave
Nas costas de uma militante que participou da marcha de quarta-feira, a palavra que mais se ouviu dos manifestantes reunidos em Copenhague nas últimas duas semanas: Justice.
Líderes agem, ou não!
No ônibus do Greenpeace, uma mensagem que tem tudo a ver com o que se passou em Copenhague durante a COP-15. “Políticos conversam. Líderes agem.”. Certamente, aqueles que aqui estiveram com a incumbência de decidir sobre o futuro das condições climáticas do planeta foram mais políticos do que líderes.
Este texto está também em
http://revistaplurale.blogspot.com/
Diante da evidente falta de vontade política dos
Salvem Tuvalu!
No KlimaForum09, onde estiveram reunidos milhares de militantes de organizações e movimentos sociais, durante duas semanas, em local afastado do Bella Center, inúmeras mensagens pelo clima estavam nos corredores. Entre tantas que chamavam a atenção se destacavam os apelos vindos de Tuvalu, pequenas ilhas do Pacífico Sul que correm o risco de sumirem do mapa em conseqüências do aumento do aquecimento global, para desespero de cerca de 12 mil habitantes.
30 milhões estão em risco em Bangladesh
Mohammad Shahidur Rahman, o solitário militante ambiental vindo de Bangladesh, esteve no
Os riscos do metano
Nos cartazes que carregavam pelas imediações do Bella Center e em outras áreas da cidade, os manifestantes alertavam: o metano é 70% mais danoso ao meio ambiente que o carbono.
Herois vegetarianos
Um movimento pró-vegetarianismo marcou forte presença durante toda a COP-15, distribuindo sanduiches naturais e buscando convencer a sociedade sobre a importância de uma dieta sem carne pelo equilíbrio climático.
Urgência climática
Militantes pedem o corte de 10% de emissões até 2010, o fim dos vôos domésticos e do uso de agrotóxicos. Defendem também a criação de 1 milhão de empregos para combater as mudanças climáticas.
A solução é o amor
Não duvidem de que o amor também é apontado como solução para o enfrentamento das mudanças climáticas. Há um movimento pedindo que se dê ouvidos ao coração e que também marcou presença em Copenhague. Trata-se da The Supreme Master Ching Hai International Association.
Voluntários pelo clima
As jovens Jamie e Harley vieram da Califórnia para trabalhar como voluntárias durante duas semanas no KlimaForum. Para elas, o esforço por uma boa causa, compensa todas as dificuldades enfrentadas na capital da Dinamarca. Estiveram presentes ao Bella Center para fazer a propaganda desse espaço alternativo de diálogo.
Juventude engajada
Jovens com muita disposição e consciência crítica sofreram agressões da polícia dinamarquesa, mas mantiveram a firmeza de seus ideais e gritaram palavras de ordem pelas ruas de Copenhague por onde marcharam por mais de quatro horas sob o frio e a neve da última quarta-feira, 16.
O circo vem aí!
O espírito brincalhão da marcha teve fantasias de palhaços e o uso de uma grande lona colorida que a garotada jogava pro alto num gesto de deboche que expressava o que pensavam sobre a COP-15.
Justiça, palavra-chave
Nas costas de uma militante que participou da marcha de quarta-feira, a palavra que mais se ouviu dos manifestantes reunidos em Copenhague nas últimas duas semanas: Justice.
Líderes agem, ou não!
No ônibus do Greenpeace, uma mensagem que tem tudo a ver com o que se passou em Copenhague durante a COP-15. “Políticos conversam. Líderes agem.”. Certamente, aqueles que aqui estiveram com a incumbência de decidir sobre o futuro das condições climáticas do planeta foram mais políticos do que líderes.
Este texto está também em
http://revistaplurale.blogspot.com/
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
O clima pode esperar?
Eliabeth Oliveira (texto e fotos),
de Copenhague
A COP-15 chega à reta final cercada de muitas incógnitas. Informações divulgadas pela mídia no Brasil e do mundo nesta quinta-feira, 17, falam da possibilidade de não sair um acordo pelo equilíbrio climático, amanhã, durante o encerramento das atividades. Nos bastidores da tumultuada Cúpula do Clima em Copenhague também circulam notícias que dão conta de um adiamento de um novo pacto para dezembro de 2011, na COP-16, no México.
de Copenhague
A COP-15 chega à reta final cercada de muitas incógnitas. Informações divulgadas pela mídia no Brasil e do mundo nesta quinta-feira, 17, falam da possibilidade de não sair um acordo pelo equilíbrio climático, amanhã, durante o encerramento das atividades. Nos bastidores da tumultuada Cúpula do Clima em Copenhague também circulam notícias que dão conta de um adiamento de um novo pacto para dezembro de 2011, na COP-16, no México.
Presente na capital dinamarquesa onde tem participado de conversas com nomes de peso como o primeiro ministro britânico Gordon Brown, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na reunião de líderes, apelando para o sentido de urgência e para a responsabilidade daqueles que vieram ao encontro com uma missão a cumprir. Se falharem, disse ele, serão cobrados por terem sido negligentes em um momento histórico.
Vamos esperar para ver o desfecho.
Mas e o clima do planeta, até quando será que pode esperar?
Depois de momentos de tensão protagonizados pelo forte aparato policial que não poupou manifestantes de agressões físicas na quarta-feira, o clima era de aparente calmaria nas
imediações do Bella Center, área destinada às reuniões e eventos oficiais da COP-15, nesta quinta-feira. Do lado de fora, uma temperatura de – 3ºC com sensação térmica de – 10ºC afastava o ânimo de qualquer manifestante. Somente duas bravas jovens adeptas do vegetarianismo (veja a foto), mantinham estendida uma faixa que coloca a dieta sem carne como uma das saídas para combater o aquecimento global (na foto do alto, os trilhos do metrô tomados pela neve).
Depois de momentos de tensão protagonizados pelo forte aparato policial que não poupou manifestantes de agressões físicas na quarta-feira, o clima era de aparente calmaria nas
Lá dentro, porém, as discussões estavam acaloradas e a falta de consenso ainda era uma ameaça ao pacto. O risco de que a Conferência do Clima mais badalada da ONU chegue ao final como o maior fiasco da história ainda é grande.
Os jornais locais, incluindo o dinamarquês Berlinsgke, respeitado veículo do país, estampava na capa a violência policial contra os jovens que tentaram entrar no Bella Center ontem para dizer o que pensam sobre as soluções consideradas urgentes ao equilíbrio climáticos. Foram barrados e covardemente espancados, mesmo diante de todos os jornalistas que estiveram no local. Os manifestantes, porém, não se intimidaram e deixaram como lição, ao caminhar por mais de 4 horas mesmo sob o frio e à neve, a certeza de que a sociedade está mais atenta do que se imagina e que não vai tolerar meias respostas como desfecho da COP-15.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
O Velho Jota
Há no amor alguma coisa de incompreensível, de irracional.Mas o amor é exigente. A quem Você ama, Você espera o retorno de um amor tão grande quanto o seu.
Se este amor de causa sofrimento, sua vontade é causar um sofrimento igual – ou maior.
Mas, e quando se ama sem se exigir nada em troca?
Quando se ama alguém que já partiu, que já não está mais, que não é mais tocável, que já não pode mais lhe retribuir? Então esse amor é muito maior – um amor sem exigência, incondicional.
Certamente é esse o amor que levou Wanda Nestlehner a reunir depoimentos sobre seu marido, João Vitor Guzzo Strauss, e publicar o livro “Velho Jota”.
São 48 depoimentos que trazem de volta ao nosso convívio esse jornalista, essa pessoa espetacular que foi João Vitor.
Ele chegou ao Jornal da Tarde em 1968 – eu já estava lá há alguns meses -, foi transferido para a sucursal do Rio de Janeiro e depois voltou para a redação do Jornal da Tarde em São Paulo. Na época, eu trabalhava na editoria de Esportes e ele na editoria de Economia.
Tínhamos contato diário, profissional, como se permite no local de trabalho. Às vezes, na mesa de um bar ali nas redondezas da rua Major quedinho, antiga redação do Estadão e do JT.
Depois, João Victor saiu do JT e percorreu os mundos de outras redações. São mundos imensos e nossos contatos ficaram cada vez mais raros: um evento jornalístico, uma mesa de bar – e só.
João Vitor se foi muito cedo, vitima de enfarte fulminante, quando tinha 55 anos e, aparentemente, muita vitalidade.
Dez anos após a sua morte, Wanda reuniu amigos que escreveram sobre João Vitor.
Na orelha do livro, o jornalista Ricardo Setti, meu contemporâneo no JT, e companheiro de João Vitor em outras redações, avisa: “Caro leitor, não hesite em mergulhar neste livro. Você talvez imagine que será triste ler as páginas que se seguem, porque afinal o João Vitor se mandou cedo demais e faz uma falta tremenda. Mas que triste, nada. Os 48 depoimentos de Velho Jota contêm uma extraordinária riqueza e farão você se emocionar, se divertir e, sobretudo, se surpreender.”
E é isso mesmo.
Velho Jota tem 208 páginas, custa R$ 30,00 e está à venda na Livraria Cultura, de SãoPaulo - 11 3170 4033 - www.livrariacultura.com.br
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Fora da COP-15, mais um dia caótico
O dia mal tinha amanhecido e um grupo de manifestantes já estava reunido na porta do Bella Center, centro de eventos oficiais da Conferência do Clima das Nações Unidas em Copenhague (COP-15). Houve confronto e pancadaria. Muitos integrantes do movimento de protesto que acusa a organização de não abrir espaço ao diálogo com as organanizações sociais foram agredidos pela polícia. Cerca de 240 foram presos, mas o ato de protesto não perdeu força, pelo contrário, percorreu parte da cidade até chegar ao centro, onde o trânsito ficou parado, ruas foram bloqueadas e até a movimentada Estação Central teve o tráfego de trens interrompido por mais de uma hora, para desespero de moradores da cidade e viajantes a caminho do aeroporto.
Não consegui registrar as cenas de violência policial porque a estação de metrô mais próxima e para a qual eu me deslocaria até chegar ao Bella Center foi fechada em função da manifestação. Era preciso ir até outra mais distante e de lá voltar a pé para o local da confusão, passando primeiro por várias barreiras policiais.
Por volta de meio-dia, os manifestantes começaram uma caminhada pelos arredores do Bella Center e havia um boato que eles usariam a força quando passassem por algumas instalações empresariais localizadas no percurso, as que consideram que estão contribuindo para causar poluição. Se havia realmente essa intenção, ela foi contida por um forte aparato policial que incluía homens em grande quantidade, viaturas e helicópteros. Um deles passou bem próximo da pequena multidão que gritava palavras de ordem, entre as quais "nosso clima não é para negócio" e outras que tem sido alardeadas pela organização Climate Justice que não acredita nem um pouco nas boas intenções dos líderes globais que estão reunidos em Copenhague, discutindo um possível acordo climático. Em resposta à investida os integrantes da marcha reagiram aos gritos, ou usando as mãos para fazerem os símbolos de "paz e amor" e outros nem tão bem comportados.
Em determinado momento, enquanto o grupo caminhava chegou a haver corre-corre e todos pensavam que haveria um novo confronto. A maioria dos manifestantes, formada por jovens engajados em ativismo ambiental, deu as mãos para fazer um cordão de isolamento para porteger colegas que estavam prestes a ser agredidos pela polícia.
A marcha seguiu por pouco mais de 4 horas, sob o frio e a neve que caía. Jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas registravam tudo o que ocorria no percurso. O movimento foi ganhando força em direção ao centro de Copenhague que já escurecia. Nas faixas, nos movimentos, nas palavras de ordem, as lideranças deram o seu recado, indiferente ao cerco policial e usou a criatividade a todo momento para pedir justiça climática para aqueles que consideram que serão os mais atingidos pelas consequências do aumento do aquecimento global: os pobres e os excluídos.
Entre tantas cenas que marcaram a manifestação desta quarta-feira na capital da Dinamarca, me chamou particular atenção. A garotada usou um tecido redondo, imitando a lona de um circo que era jogada para o alto, antes de cobrí-los. Foi outra forma bem humorada dessa juventude engajada dizer o que pensa a respeito da COP-15, para a qual eles não foram convidados. O movimento se dispersou pouco depois das 17 horas, mas certamente conseguiu lançar muitas reflexões sobre questões complexas que precisam de decisões urgentes, tais como a agenda climática.
Mais informações sobre o que aconteceu na marcha desta quarta-feira acesse
http://blogdareport.blogspot.com/
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
A dura missão de salvar o Mundo - 2
Participarão do encontro mais de 100 chefes de Estado e de governo, além de 15 mil delegados e do próprio secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Como elizabeth estará aqui diariamente, segue um perfil dela para que Você possa conhecê-la.
"Sou jornalista do Rio, ex-repórter de Economia do Jornal do Commercio carioca, onde sempre atuei na cobertura de economia, buscando abrir espaços pras pautas econômicas e suas vinculações com as questões socioambientais. Já tive uma experiência de vida no Nordeste e fui também repórter de Cidades do Diário de Natal.
Há algum tempo sou colaboradora de publicações especializadas entre as quais a revista Brasil Sustentável, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), para a qual vou produzir conteúdo sobre a COP-15.
Essa publicação é editada pela Report Comunicação, empresa especializada em conteúdos de comunicação para a sustentabilidade, na qual estou trabalhando há um ano.
Na medida do possível também vou distribuir informação daqui para outras fontes alternativas porque informação só tem sentido se estiver circulando e ampliando a visão da sociedade sobre as nossas questões mais urgentes. Vou te mandar as fotos do que vi por aqui hoje cedo e até às 2 da tarde enquanto aguentei ficar exposta ao frio e à neve que caía. O pior de tudo foi que saí do hotel correndo e esqueci de levar as luvas. Num determinado momento as minhas mãos estavam duras de forma que não conseguia nem mais escrever nada. Foi aí que a intuição me pediu pra voltar pro hotel e enviar o que fosse possível via internet. Obrigada pelo apoio."
As fotos que ilustram esta postagem foram enviadas pela Elizabeth e mostram a dificuldade que os jornalistas, ambientalistas e representantes de entidades que defendem o verde estão encontrando para desenvolver o seu trabalho.
Lá, como cá, mazelas há.
Reparem que nessa última foto, além da aglomeração de pessoas esperando horas e horas, o que já é tremendamente desconfortável, a neve começa a cair.
Quibeleza!
Se quiser saber mais sobre a COP 15 e as matérias da Elizabeth Oliveira aceese:
A dura missão de salvar o mundo
Pois bem, as coisas não estão muito diferentes em Copenhague, primeiríssimo mundo, onde está acontecendo a COP 15 que, teoricamente, reúne aqueles que, hoje, são os donos do mundo. e que têm como missão, salvar o mundo.
Vejam o relato da brasileira Elizabeth Oliveira que depois de horas e horas sob frio e neve desistiu de brigar pela a credencial que lhe daria acesso às suntuosas salas de discussão.
Mas ela continua lá e nos manda esse sucinto porém dramático relato.
"O povo não para de chegar de todos os cantos do mundo no Bella Center, local de eventos oficiais da COP-15 e está recebendo um péssimo tratamento por parte dos organizadores. A temperatura em torno de 1 º C por volta de 9, 10 da manhã,
quando as filas já eram enormes dentro e fora dos portões oficiais, deve ter caído muito mais do que isso depois que começou a nevar. Foi inacreditável perceber que a multidão foi mantida lá, embaixo da neve que caía, diante da inércia dos policiais que mantinham o forte esquema de segurança. Estou aqui com várias fotos e vou espalhar isso. Me ajuda aí? Não vi nada nos jornais da gente ainda. O povo todo tá cobrindo o que rola lá dentro. Estou no hotel agora usando meu computador já que continuo sem credencial e nem vou mais tentar porque o que tô vendo é um total desrespeito com todo mundo."
quando as filas já eram enormes dentro e fora dos portões oficiais, deve ter caído muito mais do que isso depois que começou a nevar. Foi inacreditável perceber que a multidão foi mantida lá, embaixo da neve que caía, diante da inércia dos policiais que mantinham o forte esquema de segurança. Estou aqui com várias fotos e vou espalhar isso. Me ajuda aí? Não vi nada nos jornais da gente ainda. O povo todo tá cobrindo o que rola lá dentro. Estou no hotel agora usando meu computador já que continuo sem credencial e nem vou mais tentar porque o que tô vendo é um total desrespeito com todo mundo."segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Torcidas organizadas, o mal maior
As torcidas organizadas nasceram, poucos sabem da ação de amigos que queriam ver os jogos juntos. Um das mais famosos destes grupos eram formados por jovens torcedores do São Paulo, entre eles o quatrocentão Ruy Mesquita, diretor-responsável do jornal O Estado de S. Paulo.Esses jovens queriam apenas torcer, se divertir.
Depois esses grupos foram se ampliando e se tornaram profissionais. Os chefes dessas organizadas vivem, geralmente, das mensalidades pagas pelo associados.
Muitas vezes, para se tornar associado, o torcedor é submetido a testes de briga, de tortura para provar que o cara é macho! Um absurdo.
De animadores de seus clubes, de grupos capazes de espetáculos bonitos, as organizadas passaram a bandos que vão aos estádios armados, prontos para brigar. Já não se vai mais ao campo com o espírito desarmado – pelo contrário: estão todos prontos para brigar.
O último espetáculo lastimável que se viu foi o proporcionado pela torcida da pacata Curitiba.
Pois bem, pesquisa feita pelo TNS Sport Brasil e divulgada hoje mostra que seis a cada dez brasileiros que não vão aos estádios, voltariam se as torcidas uniformizadas fossem banidas dos estádios.
A pesquisa foi realizada no final de novembro – antes, portanto, das lamentáveis cenas de batalha no campo do Coritiba – e foram ouvidos torcedores dos 27 Estados Brasileiros e do Distrito Federal.
A pergunta “Se as torcidas organizadas fossem banidas, o senhor iria assistir aos jogos no estádio?” foi feita àqueles que afirmaram não acompanhar as partidas in loco. Responderam afirmativamente, 61,07% dos entrevistados.
“É um número bastante expressivo. Podemos afirmar tranquilamente que as torcidas organizadas afastam um bom número de torcedores dos estádios e que os clubes estão perdendo receita significativa com a conivência com os uniformizados”, afirma César Gualdani, sócio-diretor da TNS Sport Brasil.
Para o torcedor brasileiro, a principal responsabilidade pela violência nos estádios são as torcidas organizadas, com 86% das citações. As autoridades de segurança pública vêm em seguida, com 7%.
Curitiba, palco da mais violenta briga entre torcedores em 2009, é a terceira cidade brasileira que mais rejeita as facções uniformizadas. 91% dos curitibanos afirmam que são elas as maiores responsáveis pela violência. Santos lidera, com 95%, seguida de Florianópolis, com 91%. São Paulo ocupa a quarta posição, com 87%.
A pacificação no Palmeiras

Possivelmente, o maior reforço que o Palmeiras precisa, nesse momento, chama-se Paz. Não se trata de nenhum jogador peruano ou equatoriano, mas sim do fim do estado de beligerância e de incompreensão no qual vive o Parque São Antártica.
Nenhuma briga, nenhuma pancadaria fará com que o time consiga o título de Campeão Brasileiro ou a classificação para a Libertadores.
Esse é o maior desafio do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo nesse momento.
A situação da política interna é delicada, mas Belluzzo parece que vai conseguindo contorná-la. Primeiro, confirmou o seu vice de futebol Gilberto Cipullo que havia colocado o cargo à disposição; agora, recebe o apoio público do ex-presidente Afonso Della Mônica. Pode ser que Della Mônica não tenha tanta força política, mas é melhor tê-lo a favor do que contra.
Há uma rota de colisão com a Traffic, a parceira financeira. J. Hawilla, todo poderoso dono da Traffic, é torcedor do palmeiras, mas, acima de tudo um negociante. Quando ele colocou jogadores lá, liderando um fundo de investidores, é claro que, acima de tudo, estava a valorização desses jogadores. Valorização que viria com títulos ou a disputa da Libertadores.
Não aconteceu nem uma nem outra coisa.
Agora, Hawilla está pressionando o Departamento de Futebol.
Entregou ou não entregou? – circula pelo livre território da internete um vídeo que, segundo os torcedores do Internacional, prova que o Grêmio entregou o jogo. É no momento de uma substituição que o jogador diz alguma coisa para um companheiro. Segundo os colorados, foi feita leitura labial e revela que o jogador teria dito: “Não chutem mais a gol”.
Eu não sou especialista em leitura labial. Apenas lembro que o Grêmio não ganhou de ninguém jogando fora de casa. Porque iria ganhar logo do Flamengo? Mais me parece choro de perdedor. Porém, o choro é livre.

Nenhuma briga, nenhuma pancadaria fará com que o time consiga o título de Campeão Brasileiro ou a classificação para a Libertadores.
Esse é o maior desafio do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo nesse momento.
A situação da política interna é delicada, mas Belluzzo parece que vai conseguindo contorná-la. Primeiro, confirmou o seu vice de futebol Gilberto Cipullo que havia colocado o cargo à disposição; agora, recebe o apoio público do ex-presidente Afonso Della Mônica. Pode ser que Della Mônica não tenha tanta força política, mas é melhor tê-lo a favor do que contra.
Há uma rota de colisão com a Traffic, a parceira financeira. J. Hawilla, todo poderoso dono da Traffic, é torcedor do palmeiras, mas, acima de tudo um negociante. Quando ele colocou jogadores lá, liderando um fundo de investidores, é claro que, acima de tudo, estava a valorização desses jogadores. Valorização que viria com títulos ou a disputa da Libertadores.
Não aconteceu nem uma nem outra coisa.
Agora, Hawilla está pressionando o Departamento de Futebol.
Ele e o técnico Muricy Ramalho não devem ser convidados para dividir uma mesma mesa: não se falam.
É claro que a parceira, como investidora, pode fazer as sua exigências. Mas, na minha opinião, não se aplica aquele velho ditado: “Quem paga a pizza pode escolher o sabor”.
As parceirias não são eternas como os diamantes. Elas passam e o clube fica. A história demonstra isso.
Daí, o Belluzzo, como presidente, precisar andar em cima do fio da navalha.
É claro que a parceira, como investidora, pode fazer as sua exigências. Mas, na minha opinião, não se aplica aquele velho ditado: “Quem paga a pizza pode escolher o sabor”.
As parceirias não são eternas como os diamantes. Elas passam e o clube fica. A história demonstra isso.
Daí, o Belluzzo, como presidente, precisar andar em cima do fio da navalha.
Entregou ou não entregou? – circula pelo livre território da internete um vídeo que, segundo os torcedores do Internacional, prova que o Grêmio entregou o jogo. É no momento de uma substituição que o jogador diz alguma coisa para um companheiro. Segundo os colorados, foi feita leitura labial e revela que o jogador teria dito: “Não chutem mais a gol”.
Eu não sou especialista em leitura labial. Apenas lembro que o Grêmio não ganhou de ninguém jogando fora de casa. Porque iria ganhar logo do Flamengo? Mais me parece choro de perdedor. Porém, o choro é livre.
Entre no linque abaixo e confira.
Wanderley Diniz, jornalista que curte a sua paixão flamenguista em Brasília, onde mora, manda-me esta interessante mensagem. Há uma comunidade rubronegra na Rússia que edita, em russso, um site flamenguista. Mesmo que Você não seja flamenguista, vale a pena entrar no endereço abaixo e conferir.
www.flamengo-rus.ru
Duas boas novidades – Por considerar importante, repito aqui uma nota que postei na semana passada.
Uma nova editora e um novo livro. Eles têm o mesmo nome: Prólogo e chegam ao mercado juntos, depois de amanhã, dia 16, na sede da Prólogo na rua Bahia, 1282, no sofisticado bairro de Higienópolis, na Capital Paulista, a partir das 21h).
Duas boas novidades – Por considerar importante, repito aqui uma nota que postei na semana passada.
Uma nova editora e um novo livro. Eles têm o mesmo nome: Prólogo e chegam ao mercado juntos, depois de amanhã, dia 16, na sede da Prólogo na rua Bahia, 1282, no sofisticado bairro de Higienópolis, na Capital Paulista, a partir das 21h).
O livro reúne cinco blogueiros. É uma aproximação de diálogos entre o autor e o leitor. A editora parte da premissa que há muita literatura boa no mundo virtual. É preciso transformá-la em realidade. Como primeiro número, há também um conceito experimental. A partir da resposta do público, a editora direcionará os próximos volumes.

Os autores são:Raphael Gancz ( São Paulo), é escritor e redator http://www.dinamicadebruto.blogspot.com/Camila Fremder (São Paulo), publicitária e escritora http://www.parecefilmecamila.blogspot.com/Vitor Akeda (São Paulo), desenhista e escritor http://www.vitorakeda.blogspot.com/Mariana Portela (mora em Lisboa, Portugal), é psicóloga, mestranda em Ciências da Cultura - Comunicação e Cultura e escritora http://www.mizebeb.wordpress.com/Flavia Melissa (Ilha-Bela), é acupunturista e escritora http://www.flaviamelissa.blogspot.com/
A editora busca encontrar jovens autores, principalmente vindo de blogs. A partir da descoberta dos talentos, é possível tornar o sonho de um livro real. Hoje em dia há poucas chances de ingressar no mercado literário sem grandes recomendações. Por este motivo, a Prólogo está abrindo e ampliando as possibilidades de serem revelados novos escritores brasileiros.O livro tem 80 páginas e custará R$ 22,00.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
São Paulo começa bem a temporada 2010

É verdade que não se pode comemorar a temporada que acabou. 2009 é daqueles anos para deixar de lado.
Quem esteve com o título nas mãos ainda vai se lembrar muito dos pontos perdidos bobamente, no Morumbi e fora dele.
Mas diretoria não pode ficar parada olhando para o anteontem. O negócio é o futuro. E sua primeira medida merece aplausos: a renovação do contrato do Washington.
Washington é um jogador que eu gostaria de ver jogando no meu time: é valente, sua a camisa, se entrega – e faz gols. O torcedor, muitas vezes impaciente, já chegou a vaiar e pedir a saída desse ótimo centroavante.
O problema, ou a solução, é entender o jogador e sua maneira de jogar. Vale a velha máxima, já contada em marchinha de carnaval: “bananeira não dá laranja, coqueiro não dá caju”.
Não se pode esperar que Washington saia da área, que busque o jogo, que faça refinadas tabelinhas. Ele é o matador, é o finalizador é o cara que joga a bola para dentro do gol.
Outros grandes artilheiros que fizeram história no futebol brasileiro também jogavam assim. Para falar apenas naqueles que vi jogar, lembro-me de Vavá, o Tanque; Dario, o Peito de Aço; Flávio, o Minuano; mais recentemente, Adriano; ou até mesmo Romário, em fim de carreira, quando ainda era um fantástico goleador, só que atuando num espaço menor em campo – mas com o mesmo perigo e eficiência.
Além dele, o São Paulo acaba de contratar Fernandinho, criativo atacante do Barueri, que não fosse confusão armado há alguns meses, teria ido para o Corinthians.
A outra novidade no Morumbi não se trata contratação, mas do visual que o ousado Richarlyson apresentou hoje: vasta cabeleireira que, segundo ele, o ajudará em campo. Até agora não consegui perceber como. Enfim, sabemos que Sansão devia sua imensa força à sua vasta cabeleireira. Até que um dia ele trombou com Dalila.
Velhos novos reforços – O Corinthians, depois de passar o segundo semestre sem jogar futebol, corre para montar o time que vai disputar a Libertadores em 2010, o ano de seu Centenário.
Sua diretoria optou para a linha da experiência. Já contratou três velhinhos: Roberto Carlos, 36 anos (Garça-SP, 10/04/1973), Yarlei, 35 (Quixeramobim-CE, 29/03/1974), Tcheco, 33 (Curitiba-PR, 11/04/1976).
É claro que experiência conta numa competição tão importante quanto a Libertadores. Porém, idade pesa. E o Timão já conta com um grande número de jogadores que passaram, há muito, da condição de crianças.
Na zaga, Chicão completa 29 anos no comecinho de 2010; William, 33; no meio-campo, tem Edu com 33; Ronaldo está com 33 e sabe-se lá quantos quilos.
Portanto, não será por falta de idade que o Corinthians deixará de fazer bonito na Libertadores.
Quem esteve com o título nas mãos ainda vai se lembrar muito dos pontos perdidos bobamente, no Morumbi e fora dele.
Mas diretoria não pode ficar parada olhando para o anteontem. O negócio é o futuro. E sua primeira medida merece aplausos: a renovação do contrato do Washington.
Washington é um jogador que eu gostaria de ver jogando no meu time: é valente, sua a camisa, se entrega – e faz gols. O torcedor, muitas vezes impaciente, já chegou a vaiar e pedir a saída desse ótimo centroavante.
O problema, ou a solução, é entender o jogador e sua maneira de jogar. Vale a velha máxima, já contada em marchinha de carnaval: “bananeira não dá laranja, coqueiro não dá caju”.
Não se pode esperar que Washington saia da área, que busque o jogo, que faça refinadas tabelinhas. Ele é o matador, é o finalizador é o cara que joga a bola para dentro do gol.
Outros grandes artilheiros que fizeram história no futebol brasileiro também jogavam assim. Para falar apenas naqueles que vi jogar, lembro-me de Vavá, o Tanque; Dario, o Peito de Aço; Flávio, o Minuano; mais recentemente, Adriano; ou até mesmo Romário, em fim de carreira, quando ainda era um fantástico goleador, só que atuando num espaço menor em campo – mas com o mesmo perigo e eficiência.

Além dele, o São Paulo acaba de contratar Fernandinho, criativo atacante do Barueri, que não fosse confusão armado há alguns meses, teria ido para o Corinthians.
A outra novidade no Morumbi não se trata contratação, mas do visual que o ousado Richarlyson apresentou hoje: vasta cabeleireira que, segundo ele, o ajudará em campo. Até agora não consegui perceber como. Enfim, sabemos que Sansão devia sua imensa força à sua vasta cabeleireira. Até que um dia ele trombou com Dalila.
Velhos novos reforços – O Corinthians, depois de passar o segundo semestre sem jogar futebol, corre para montar o time que vai disputar a Libertadores em 2010, o ano de seu Centenário.
Sua diretoria optou para a linha da experiência. Já contratou três velhinhos: Roberto Carlos, 36 anos (Garça-SP, 10/04/1973), Yarlei, 35 (Quixeramobim-CE, 29/03/1974), Tcheco, 33 (Curitiba-PR, 11/04/1976).

É claro que experiência conta numa competição tão importante quanto a Libertadores. Porém, idade pesa. E o Timão já conta com um grande número de jogadores que passaram, há muito, da condição de crianças.
Na zaga, Chicão completa 29 anos no comecinho de 2010; William, 33; no meio-campo, tem Edu com 33; Ronaldo está com 33 e sabe-se lá quantos quilos.
Portanto, não será por falta de idade que o Corinthians deixará de fazer bonito na Libertadores.
Para não dizer que só foramcontratados velhinhos, o presidente corintiano, André Sanches, apresentou ontem o volante Ralf, de 25 anos, que pertencia ao Barueri. É o clássico carregador de piano.
Papai Noel – Pra Você que gosta de futebol e gosta de raridades, entre no linque abaixo e veja imagens históricas do jogo Brasil 6 x Polônia 5, válido pela Copa do Mundo de 1938.
O Brasil, jogando de camisas brancas, ficou em terceiro lugar, mas teve o artilheiro da copa, Leônidas, com oito gols.
O Brasil, jogando de camisas brancas, ficou em terceiro lugar, mas teve o artilheiro da copa, Leônidas, com oito gols.
foi, realmente, uma chuva de gols. Esse jogo terminou com o placar em 44 no tempo normal. Na prorrogação, o Brasil chegou aos 6 a 5.
O linque abaixo me foi enviado pelo companheiro Wanderley Diniz
O linque abaixo me foi enviado pelo companheiro Wanderley Diniz
Duas boas novidades – Uma nova editora e um novo livro. Eles têm o mesmo nome: Prólogo e chegam ao mercado juntos, nesta quarta-feira, dia 16, na sede da Prólogo na rua Bahia, 1282, no sofisticado bairro de Higienópolis, na Capital Paulista, a partir das 21h),
O livro reúne cinco blogueiros. É uma aproximação de diálogos entre o autor e o leitor. A editora parte da premissa que há muita literatura boa no mundo virtual. É preciso transformá-la em realidade. Como primeiro número, há também um conceito experimental. A partir da resposta do público, a editora direcionará os próximos volumes.
Os autores são:
Raphael Gancz ( São Paulo), é escritor e redator http://www.dinamicadebruto.blogspot.com/
Camila Fremder (São Paulo), publicitária e escritora http://www.parecefilmecamila.blogspot.com/
Vitor Akeda (São Paulo), desenhista e escritor http://www.vitorakeda.blogspot.com/
Mariana Portela (mora em Lisboa, Portugal), é psicóloga, mestranda em Ciências da Cultura - Comunicação e Cultura e escritora http://www.mizebeb.wordpress.com/
Flavia Melissa (Ilha-Bela), é acupunturista e escritora http://www.flaviamelissa.blogspot.com/
A editora busca encontrar jovens autores, principalmente vindo de blogs. A partir da descoberta dos talentos, é possível tornar o sonho de um livro real. Hoje em dia há poucas chances de ingressar no mercado literário sem grandes recomendações. Por este motivo, a Prólogo está abrindo e ampliando as possibilidades de serem revelados novos escritores brasileiros.
O livro tem 80 páginas e custará R$ 22,00.
O livro reúne cinco blogueiros. É uma aproximação de diálogos entre o autor e o leitor. A editora parte da premissa que há muita literatura boa no mundo virtual. É preciso transformá-la em realidade. Como primeiro número, há também um conceito experimental. A partir da resposta do público, a editora direcionará os próximos volumes.

Os autores são:
Raphael Gancz ( São Paulo), é escritor e redator http://www.dinamicadebruto.blogspot.com/
Camila Fremder (São Paulo), publicitária e escritora http://www.parecefilmecamila.blogspot.com/
Vitor Akeda (São Paulo), desenhista e escritor http://www.vitorakeda.blogspot.com/
Mariana Portela (mora em Lisboa, Portugal), é psicóloga, mestranda em Ciências da Cultura - Comunicação e Cultura e escritora http://www.mizebeb.wordpress.com/
Flavia Melissa (Ilha-Bela), é acupunturista e escritora http://www.flaviamelissa.blogspot.com/
A editora busca encontrar jovens autores, principalmente vindo de blogs. A partir da descoberta dos talentos, é possível tornar o sonho de um livro real. Hoje em dia há poucas chances de ingressar no mercado literário sem grandes recomendações. Por este motivo, a Prólogo está abrindo e ampliando as possibilidades de serem revelados novos escritores brasileiros.
O livro tem 80 páginas e custará R$ 22,00.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
A absurda violência do Capitão Panetone

Fazia anos que eu não via manifestação de força governamental do tamanho da ocorrida no começo da semana, em Brasília.
Relembrei dos meus tempos de passeata, em período logo após ao AI5 que fechou o Congresso em 13 de dezembro de 1968 (naquela época, congresso ainda se escrevia com”C” maiúsculo).
Trouxe-me de volta, também, as imagens do Massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989, em Pequim.
Lá, como cá, os protestos eram contra a corrupção do governo. Lá houve o massacre de dezenas de pessoas – estudantes em sua maioria – até que um homem, apenas um, parou uma coluna de ameaçadores tanques que ocupavam a, veja só que ironia, Praça da Paz Celestial como se estivessem em campo de guerra.
Nunca mais soube-se dessa pessoa. Mas a imagem percorreu o mundo e, abaixo, está o linque para Você se relembrar.
Relembrei dos meus tempos de passeata, em período logo após ao AI5 que fechou o Congresso em 13 de dezembro de 1968 (naquela época, congresso ainda se escrevia com”C” maiúsculo).
Trouxe-me de volta, também, as imagens do Massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989, em Pequim.
Lá, como cá, os protestos eram contra a corrupção do governo. Lá houve o massacre de dezenas de pessoas – estudantes em sua maioria – até que um homem, apenas um, parou uma coluna de ameaçadores tanques que ocupavam a, veja só que ironia, Praça da Paz Celestial como se estivessem em campo de guerra.
Nunca mais soube-se dessa pessoa. Mas a imagem percorreu o mundo e, abaixo, está o linque para Você se relembrar.
Lá em Brasília, deu-se a mesma coisa. Duas mil pessoas (aqui, não me importa a cor partidária) protestavam e exigiam a saída do governador do Distrito Federal, José Arruda, aquele que foi pego enchendo os bolsos de dinheiro da corrupção e disse que era para comprar panetone para os pobres.
Pois bem, Capitão Panetone soltou sua polícia para cima dos manifestantes. A cavalaria investiu sobre eles como se fosse comandada por Genghis Khan e do outro lado estivesse a Grande Muralha da China para ser vencida ultrapassada e, se possível, destruída.
De seu gabinete, refrescado pelo ar condicionado e abanado pelos áulicos que puxam, babam e esticam, assistia a tudo, impávido e colosso, o Capitão Panetone, o Genghis Khan do Planalto Central.
Foram cenas chocantes, terríveis, animalescas.
Por uma dessas brincadeiras do destino, as cenas aconteceram na data em que se comemorava o dia internacional contra a corrupção.
Aproveitando a data, o hábil presidente Lula mandou para o congresso projeto de lei transformando corrupção em crime hediondo.
Podie transformá-la até em prisão perpétua seguida de pena de morte, afinal, ninguém é punido.
As leis estão aí, presidente, só que não são aplicadas. Lembra-se do mensalão? Ou não?
A passeata – Quando disse acima que as cenas de Brasília 2009 me lembraram 1968, não foi apenas uma figura de linguagem.
Logo após a edição do Ato Institucional número 5, o famigerado AI 5, que fechou o Congresso e estabeleceu a censura à Imprensa, entre outras providências para tentar perpetuar a ditadura, os estudantes saíram em passeatas de protestos por todo o País. Todas elas, reprimidas com o máximo possível de força, empregando-se a PM, a pé e a cavalo, e os policiais do extinto Dops.
Na redação do Jornal da Tarde, em São Paulo, tivemos a informação de que uma passeata se formaria e sairia da Praça da República.
Participantes, como o momento exigia, lá fomos eu e o Belmiro Sauthier.
Belmiro Celso Dupont Sauthier era um bravo, porém calmo gaúcho, repórter como eu e meu companheiro na cobertura diária que fazíamos do Corinthians.
Saímos da redação do JT, atravessamos a Praça da Biblioteca entramos na rua Sete de Abril, em direção à Praça da República.
Quando já estávamos quase chegando à Praça da Republica, ouvimos barulhos estranhos, crescentes e nos deparamos com a cena assustadora: de lá para cá vinha a cavalaria em velocidade, em nossa direção, cascos arrancando barulho e fogo do asfalto, num tropel assustador.
Fizemos meia volta e colocamos toda a velocidade possível em nossas, então, jovens pernas. Bombas explodiam e os cavalos faziam barulho cada vez mais perto. E nós dois correndo, correndo e procurando um lugar para se abrigar.
Mas as casas comerciais ao longo da rua Sete de Abril foram fechando as portas, se protegendo e pouco se importando com aqueles dois coitados, perdidos e apavorados.
Até que uma loja que vendia roupas ainda estava baixando a sua última porta de aço. Foi o tempo certinho para que eu e o Belmiro nos jogássemos por baixo daquele espaço e caíssemos rolando dentro da loja, onde as vendedoras, mocinha assustadas, gritavam.
Belmiro rolou mais do que eu e bateu contra uma cesta de roupas em ofertas, espalhando calcinhas e sutiãs pela loja. As mocinhas ficaram ainda mais assustadas: não sabiam se estávamos feridos e muito menos quem éramos nós.
Com toda a calma que Deus lhe deu, Belmiro, livrando-se das langeries, virou-se para uma das assustadas vendedoras:
- Eu queria um par de meias, por favor.
Passado o susto, que não foi pequeno, caímos na gargalhada pelo ridículo e grotesco da cena.
O Belmiro até hoje garante que não pediu o par de meias. Mas eu estava lá, meninos, e vi.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A noite do jornalismo
Os suntuosos salões do Copacabana Palace, no Rio, por nde já passaram miliardário, playboys, estrelas de cinema, gente rica, gente importante, gente tentando ser importante recebeu na noite dessa terça-feira a festa de entrega do Prêmio Esso de Jornalismo, o Oscar que todo jornalista sonha em receber.Foi uma noite bonita, glamurosa. Eu tive a honra de fazer parte do corpo de jurados.
Organização impecável do evento sob o comando do também semnpre impecável Ruy Portilho.
O prêmio esso é distribuido há 54 anos e acada ano ganha mais em credibilidade - e torna-se mais cobiçado.
Eis os premiados.
PRÊMIO ESSO DE JORNALISMO
ANUNCIA VENCEDORES DE 2009
Os jornalistas Fabiana Moraes e Schneider Carpeggiani, do JORNAL DO COMMERCIO, do Recife, com o trabalho OS SERTÕES, elaborado em razão da passagem dos 100 anos da morte do escritor Euclides da Cunha, conquistaram o Prêmio Esso de Jornalismo 2009. Após percorrer 4.713 quilômetros de estradas, desde a Bahia até o Ceará, os repórteres revelaram aos leitores um novo sertão, nos locais descritos por Euclides, onde convivem vaqueiros e pirateadores, beatos e travestis, cantadoras de incelências e traficantes, padres e b-boys.
Todos os vencedores foram conhecidos, na noite do dia 8 de dezembro, em cerimônia destinada a homenagear os finalistas do Prêmio Esso, realizada no Hotel Copacabana Palace. Foram conferidas 15 premiações, 12 das quais destinadas a contemplar trabalhos da mídia impressa, além do Prêmio Esso de Telejornalismo e da distinção de dois trabalhos de "Melhor Contribuição à Imprensa em 2009".
Prêmio Esso de Telejornalismo
Os jornalistas Mônica Puga, Junior Alves, Alex Oliveira, Aline Grupillo e Eliane Pinheiro, com o trabalho CONFRONTO NA LINHA VERMELHA, transmitido pelo SBT, exibiram o exato momento em que policiais e traficantes das favelas que margeiam a Linha Vermelha trocavam tiros em meio ao desespero dos motoristas pegos no fogo cruzado. Tudo ocorreu minutos antes do presidente Lula e sua comitiva trafegar pela via expressa.
Prêmio Esso de Reportagem
O Prêmio Esso de Reportagem coube aos jornalistas Rosa Costa, Leandro Colon e Rodrigo Rangel, autores do trabalho DOS ATOS SECRETOS, AOS SECRETOS ATOS DE JOSÉ SARNEY. Publicada no jornal O ESTADO DE S. PAULO, a série de reportagens revelou que o Senado Federal editara mais de 300 atos secretos para nomear altos funcionários, parentes e amigos de senadores, criar cargos e privilégios, além de aumentar salários. As sucessivas revelações, que sofreram censura judicial, acabaram conduzindo o ex-presidente da República e presidente do Senado, José Sarney, para o centro das denúncias.
Prêmio Esso de Fotografia
O Prêmio Esso de Fotografia foi atribuído ao repórter fotográfico Arnaldo Carvalho, que após percorrer nove estados do Nordeste, ilustrou com suas fotos o trabalho EXILADOS NA FOME, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife). Numa das fotos mais marcantes, ele captou o sofrimento de uma menina de pouco mais de um ano de idade que ficara cega por inanição.
Todos os vencedores tiveram seus trabalhos escolhidos de uma lista de 38 finalistas previamente selecionados de um total de 1.212 trabalhos inscritos, sendo 520 reportagens, séries de reportagens ou artigos; 164 trabalhos fotográficos; 209 trabalhos de criação gráfica em jornal, 69 trabalhos de criação gráfica em revista e 125 primeiras páginas de jornal, além de 121 trabalhos de telejornalismo e 04 inscrições ao Prêmio de Melhor Contribuição à Imprensa.
A Comissão de Premiação do Prêmio Esso de Jornalismo 2009, que julgou os trabalhos de mídia impressa (à exceção da fotografia), foi composta pelos jornalistas Humberto Werneck, Luiz Henrique Fruet, Percival de Souza, Roberto Muggiati e Silvio Ferraz, e esteve reunida na manhã do dia 8 de dezembro deste ano, no Rio de Janeiro.
PREMIAÇÃO
É a seguinte a relação completa dos vencedores do Prêmio Esso de Jornalismo 2009 - 54 anos:
PRÊMIO ESSO DE JORNALISMO 2009
Diploma e R$ 30.000,00
Fabiana Moraes e Schneider Carpeggiani, com o trabalho OS SERTÕES, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).
PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO
Diploma e R$ 20.000,00
Mônica Puga, Júnior Alves, Alex Oliveira, Aline Grupillo e Eliane Pineheiro, com o trabalho "CONFRONTO NA LINHA VERMELHA", exibido o SBT.
PRÊMIO ESSO DE REPORTAGEM
Diploma e R$ 10.000,00
Rosa Costa, Leandro Colon e Rodrigo Rangel, com o trabalho DOS ATOS SECRETOS AOS SECRETOS ATOS DE JOSÉ SARNEY, publicado no jornal O ESTADO DE S. PAULO.
PRÊMIO ESSO DE FOTOGRAFIA
Diploma e R$ 10.000,00
Arnaldo Carvalho, com o trabalho "EXILADOS NA FOME", publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).
PRÊMIO ESSO DE INFORMAÇÃO ECONÔMICA
Diploma e R$ 5.000,00
Vicente Nunes, Ricardo Allan, Vânia Cristino, Karla Mendes, Letícia Nobre, Luciano Pires, Luciana Navarro, Mariana Flores e Edna Simão, com o trabalho O BRASIL QUE EMERGIRÁ DA CRISE, publicado no jornal CORREIO BRAZILIENSE.
PRÊMIO ESSO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA, TECNOLÓGICA E ECOLÓGICA
Diploma e R$ 5.000,00
Marcelo Leite, Toni Pires, Claudio Ângelo, Marília Scalzo, Marcelo Pliger, Thea Severino, Adriana Caccese de Matos, Renata Steffen e Flávio Dieguez, com o trabalho NO CORAÇÃO DA ANTÁRTIDA, publicado no jornal FOLHA DE S. PAULO.
PRÊMIO ESSO ESPECIAL DE PRIMEIRA PÁGINA
Diploma e R$ 5.000,00
André Hippertt, Karla Prado e Alexandre Freeland, com o trabalho A FAIXA PRETA HOJE É DE LUTO, publicado no jornal O DIA.
PRÊMIO ESSO DE CRIAÇÃO GRÁFICA - CATEGORIA JORNAL
Diploma e R$ 5.000,00
Bruno Falcone e Yana Parente, com o trabalho OS SERTÕES, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).
PRÊMIO ESSO DE CRIAÇÃO GRÁFICA - CATEGORIA REVISTA
Diploma e R$ 5.000,00
Marcos Marques, Alexandre Lucas, Marco Vergotti, Eduardo Cometti, Alberto Cairo e Equipe Faz Caber, com o trabalho VOO AIR FRANCE 447, publicado na revista ÉPOCA.
PRÊMIO ESSO ESPECIAL INTERIOR
Diploma e R$ 5.000,00
Suzana Fonseca e Tatiana Lopes, com o trabalho CASO ALESSANDRA, publicado no jornal A TRIBUNA (Santos).
PRÊMIO ESSO REGIONAL 1
Diploma e R$ 3.000,00
Silvia Bessa, com o trabalho QUILOMBOLA - OS DIREITOS NEGADOS DE UM POVO, publicado no jornal DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife).
PRÊMIO ESSO REGIONAL 2
Diploma e R$ 3.000,00
Edgar Gonçalvez Junior e Equipe, com o trabalho NOVEMBRO DE 2008 - O MAIOR DESASTRE CLIMÁTICO DO BRASIL, publicado no JORNAL DE SANTA CATARINA (Blumenau).
PRÊMIO ESSO REGIONAL 3
Diploma e R$ 3.000,00
Paulo Motta, Angelina Nunes, Carla Rocha, Selma Schmidt, Vera Araújo e Fábio Vasconcellos, com o trabalho DEMOCRACIA NAS FAVELAS, publicado no jornal O GLOBO.
A Comissão de Premiação decidiu também endossar a declaração emitida pela Comissão de Seleção de repúdio, protesto e preocupação com a censura judicial imposta ao jornal "O Estado de S. Paulo".
MELHOR CONTRIBUIÇÃO À IMPRENSA EM 2009
Os diplomas de Melhor Contribuição à Imprensa couberam aos sites "Museu Corrupção" e "Congresso em Foco".
O "Museu da Corrupção" ou MuCo, na abreviação adotada por seus idealizadores, é uma iniciativa do Diário do Comércio, de São Paulo, que decidiram agrupar num site os casos mais importantes de corrupção noticiados pela imprensa desde 1964 até os dias de hoje. Segundo seus autores, pode traduzir-se como "um esforço para produzir um jornalismo participante e formativo, não apenas noticioso e espectador".
Desde fevereiro de 2004, quando foi criado, o site Congresso em Foco acumula inúmeras citações em outros veículos, inclusive estrangeiros, em razão de um paciente trabalho de investigação jornalística que lhe permitiu trazer à luz aspectos desconhecidos do Congresso Nacional e da realidade política brasileira. O site ganhou especial notoriedade em 2009 por revelar ao país o descontrole no uso de passagens aéreas por parlamentares, com centenas de voos ofertados a parentes e amigos, ou simplesmente comercializados num mercado paralelo ilegal.
Nada menos de 88 jornalistas pertencentes a dezenas de veículos, além de profissionais ligados à comunicação, estiveram envolvidos este ano durante três meses nas tarefas de julgamento do Prêmio Esso 2009.
A Comissão de Pré-Seleção do PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO foi constituída pelos jornalistas e professores universitários Ana Gregati, Oscar Colombo e Viviane Medeiros.
A Comissão de Seleção do PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO foi constituída pelas jornalistas Ana Gregati, Carmem Petit, Christina Pinheiro, Fernanda Pedrosa e Olga Curado.
A Comissão Especial de Fotografia a quem coube apontar o trabalho vencedor dentre cinco finalistas, foi constituída pelos seguintes jurados:
Alberto Jacob Filho - ARFOC-RIO; Alcides Freire Melo - O POVO (Fortaleza); Alcyr Cavalcanti - ARFOC; Alex Ribeiro - DIÁRIO DO COMÉRCIO - SP; Alexandre Sassaki - O GLOBO; Álvaro Duarte - ESTADO DE MINAS; André Feltes - DIÁRIO GAÚCHO; André Sarmento - ÉPOCA; Antonio Scorza - FRANCE PRESS; Beatriz Bissio- CADERNOS DO III MUNDO; Bio Barreira- VALOR ECONÔMICO; Carlos Dreher- REVISTA FHOX; Célio Jr. - A CRÍTICA (Manaus); Eduardo Ribeiro - JORNALISTAS & CIA; Eduardo Soares de Queiroz - DIÁRIO DO NORDESTE; Evandro Teixeira - JORNAL DO BRASIL; Flávio Grieger - AGÊNCIA ANHANGÜERA - SP; Flávio Rodrigues - PHOTOSYNTESIS; Francisco Guedes (Chico) - A GAZETA (Vitória);
Gil Vicente - DIÁRIO DE PERNAMBUCO; Haroldo Habib - LANCE!; Hélio Campos Mello - REVISTA BRASILEIROS; Jair Motta - JORNAL DOS SPORTS; Jarbas Junior - JORNAL DO COMMERCIO (Pernambuco); José Camargo - SINDICATO DOS JORNALISTAS SP; Leo Aversa - Fotógrafo; Léo Corrêa - O DIA; Leonardo Lara - O TEMPO; Luiz Morier- Vencedor do Prêmio Esso de Fotografia 1983 e 1993; Luiz Tajes - CORREIO BRAZILIENSE; Marcelo Prates - HOJE EM DIA; Marco Antonio Ankosqui - DIÁRIO DE S. PAULO; Mônica Maia - FOLHA DE S. PAULO;
Noris Martinelli - CLÁUDIA; Olga Vlahou - CARTA CAPITAL; Paulo Brandão - ARFOC-SP; Paulo Marcos de Mendonça Lima - UNIVERCIDADE; Paulo Rodrigues - Fotógrafo; Porthus Brito - PIONEIRO; Reginaldo Manente - Vencedor do Prêmio Esso de Fotografia 62, 63, 65 e 82; Ricardo Chaves - ZERO HORA; Rogério Reis - AGÊNCIA TYBA; Sérgio Borges - EXTRA; Sergio Branco - FOTOGRAFE MELHOR; Sérgio Zalis - CONTIGO; Sílvio Ribeiro - GAZETA DO POVO; Tiago Brandão - COMÉRCIO DA FRANCA; Walter de Carvalho - A TARDE (Salvador); Walter Firmo - VENCEDOR Prêmio Esso de Jornalismo 1964; Wilson Pedrosa - O ESTADO DE S. PAULO
A escolha dos 35 trabalhos finalistas da mídia impressa (5 trabalhos para a categoria de fotografia e 3 trabalhos para cada uma das 10 categorias restantes), foi realizada por uma Comissão de Seleção composta por 25 profissionais oriundos das redações de alguns dos principais veículos brasileiros. Foram os seguintes os profissionais encarregados da tarefa:
Adriana Santiago - DIÁRIO DO NORDESTE (Fortaleza-CE); André Balocco - JORNAL DO BRASIL (Rio de Janeiro-RJ); Álvaro Duarte - ESTADO DE MINAS (Belo Horizonte-MG); Ascânio Seleme - O GLOBO (Rio de Janeiro-RJ); Carlos Alexandre Souza - CORREIO BRAZILIENSE (Brasília-DF); Cláudio Thomas - DIÁRIO GAÚCHO (Porto Alegre-RS); Domingos Aquino - A NOTÍCIA (Joinville-SC); Elaine Gaglianone - O DIA (Rio de Janeiro-RJ); Erick Guimarães - O POVO (Fortaleza-CE); Fábio Gusmão - EXTRA (Rio de Janeiro-RJ); Francisco Camargo - GAZETA DO POVO (Curitiba-PR); Fritz Utzeri - Associação Brasileira de Imprensa (ABI); José Márcio Mendonça - Colunista; Laurindo Ferreira - JORNAL DO COMMERCIO (Recife-PE); Luiz Adolfo - RBS (Porto Alegre-RS); Luiz Henrique Fruet - Jornalista e escritor; Maria Cristina Fernandes - VALOR ECONÔMICO (São Paulo-SP); Marília Scalzo - Jornalista; Mário Marinho - Editora On Line; Marlene da Silva Lopes - A TARDE (Salvador-BA); Moisés Rabinovici - DIÁRIO DO COMÉRCIO (São Paulo-SP); Nelson Homem de Mello - CORREIO POPULAR (Campinas-SP); Nelson Lemos - NVL Comunicação (Rio de Janeiro-RJ); Paula Losada - DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife-PE); Paulo Marcos de Mendonça Lima - Fotógrafo.
O Prêmio Esso de Jornalismo destinou este ano aos vencedores um total de R$ 109 mil, já deduzidos os impostos. Além do prêmio principal, que leva o nome do programa, fixado em R$ 30 mil, e do Prêmio de Telejornalismo, estabelecido em R$ 20 mil, foram distribuídos R$ 3 mil para cada um dos três prêmios regionais, R$ 10 mil para as categorias de Reportagem e Fotografia e R$ 5 mil para cada uma das categorias de Criação Gráfica-Jornal, Criação Gráfica-Revista, Informação Econômica, Informação Científica/ Tecnológica/ Ecológica, Prêmio Esso Interior e Prêmio Esso de Primeira Página.
ANUNCIA VENCEDORES DE 2009
Os jornalistas Fabiana Moraes e Schneider Carpeggiani, do JORNAL DO COMMERCIO, do Recife, com o trabalho OS SERTÕES, elaborado em razão da passagem dos 100 anos da morte do escritor Euclides da Cunha, conquistaram o Prêmio Esso de Jornalismo 2009. Após percorrer 4.713 quilômetros de estradas, desde a Bahia até o Ceará, os repórteres revelaram aos leitores um novo sertão, nos locais descritos por Euclides, onde convivem vaqueiros e pirateadores, beatos e travestis, cantadoras de incelências e traficantes, padres e b-boys.
Todos os vencedores foram conhecidos, na noite do dia 8 de dezembro, em cerimônia destinada a homenagear os finalistas do Prêmio Esso, realizada no Hotel Copacabana Palace. Foram conferidas 15 premiações, 12 das quais destinadas a contemplar trabalhos da mídia impressa, além do Prêmio Esso de Telejornalismo e da distinção de dois trabalhos de "Melhor Contribuição à Imprensa em 2009".
Prêmio Esso de Telejornalismo
Os jornalistas Mônica Puga, Junior Alves, Alex Oliveira, Aline Grupillo e Eliane Pinheiro, com o trabalho CONFRONTO NA LINHA VERMELHA, transmitido pelo SBT, exibiram o exato momento em que policiais e traficantes das favelas que margeiam a Linha Vermelha trocavam tiros em meio ao desespero dos motoristas pegos no fogo cruzado. Tudo ocorreu minutos antes do presidente Lula e sua comitiva trafegar pela via expressa.
Prêmio Esso de Reportagem
O Prêmio Esso de Reportagem coube aos jornalistas Rosa Costa, Leandro Colon e Rodrigo Rangel, autores do trabalho DOS ATOS SECRETOS, AOS SECRETOS ATOS DE JOSÉ SARNEY. Publicada no jornal O ESTADO DE S. PAULO, a série de reportagens revelou que o Senado Federal editara mais de 300 atos secretos para nomear altos funcionários, parentes e amigos de senadores, criar cargos e privilégios, além de aumentar salários. As sucessivas revelações, que sofreram censura judicial, acabaram conduzindo o ex-presidente da República e presidente do Senado, José Sarney, para o centro das denúncias.
Prêmio Esso de Fotografia
O Prêmio Esso de Fotografia foi atribuído ao repórter fotográfico Arnaldo Carvalho, que após percorrer nove estados do Nordeste, ilustrou com suas fotos o trabalho EXILADOS NA FOME, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife). Numa das fotos mais marcantes, ele captou o sofrimento de uma menina de pouco mais de um ano de idade que ficara cega por inanição.
Todos os vencedores tiveram seus trabalhos escolhidos de uma lista de 38 finalistas previamente selecionados de um total de 1.212 trabalhos inscritos, sendo 520 reportagens, séries de reportagens ou artigos; 164 trabalhos fotográficos; 209 trabalhos de criação gráfica em jornal, 69 trabalhos de criação gráfica em revista e 125 primeiras páginas de jornal, além de 121 trabalhos de telejornalismo e 04 inscrições ao Prêmio de Melhor Contribuição à Imprensa.
A Comissão de Premiação do Prêmio Esso de Jornalismo 2009, que julgou os trabalhos de mídia impressa (à exceção da fotografia), foi composta pelos jornalistas Humberto Werneck, Luiz Henrique Fruet, Percival de Souza, Roberto Muggiati e Silvio Ferraz, e esteve reunida na manhã do dia 8 de dezembro deste ano, no Rio de Janeiro.
PREMIAÇÃO
É a seguinte a relação completa dos vencedores do Prêmio Esso de Jornalismo 2009 - 54 anos:
PRÊMIO ESSO DE JORNALISMO 2009
Diploma e R$ 30.000,00
Fabiana Moraes e Schneider Carpeggiani, com o trabalho OS SERTÕES, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).
PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO
Diploma e R$ 20.000,00
Mônica Puga, Júnior Alves, Alex Oliveira, Aline Grupillo e Eliane Pineheiro, com o trabalho "CONFRONTO NA LINHA VERMELHA", exibido o SBT.
PRÊMIO ESSO DE REPORTAGEM
Diploma e R$ 10.000,00
Rosa Costa, Leandro Colon e Rodrigo Rangel, com o trabalho DOS ATOS SECRETOS AOS SECRETOS ATOS DE JOSÉ SARNEY, publicado no jornal O ESTADO DE S. PAULO.
PRÊMIO ESSO DE FOTOGRAFIA
Diploma e R$ 10.000,00
Arnaldo Carvalho, com o trabalho "EXILADOS NA FOME", publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).
PRÊMIO ESSO DE INFORMAÇÃO ECONÔMICA
Diploma e R$ 5.000,00
Vicente Nunes, Ricardo Allan, Vânia Cristino, Karla Mendes, Letícia Nobre, Luciano Pires, Luciana Navarro, Mariana Flores e Edna Simão, com o trabalho O BRASIL QUE EMERGIRÁ DA CRISE, publicado no jornal CORREIO BRAZILIENSE.
PRÊMIO ESSO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA, TECNOLÓGICA E ECOLÓGICA
Diploma e R$ 5.000,00
Marcelo Leite, Toni Pires, Claudio Ângelo, Marília Scalzo, Marcelo Pliger, Thea Severino, Adriana Caccese de Matos, Renata Steffen e Flávio Dieguez, com o trabalho NO CORAÇÃO DA ANTÁRTIDA, publicado no jornal FOLHA DE S. PAULO.
PRÊMIO ESSO ESPECIAL DE PRIMEIRA PÁGINA
Diploma e R$ 5.000,00
André Hippertt, Karla Prado e Alexandre Freeland, com o trabalho A FAIXA PRETA HOJE É DE LUTO, publicado no jornal O DIA.
PRÊMIO ESSO DE CRIAÇÃO GRÁFICA - CATEGORIA JORNAL
Diploma e R$ 5.000,00
Bruno Falcone e Yana Parente, com o trabalho OS SERTÕES, publicado no JORNAL DO COMMERCIO (Recife).
PRÊMIO ESSO DE CRIAÇÃO GRÁFICA - CATEGORIA REVISTA
Diploma e R$ 5.000,00
Marcos Marques, Alexandre Lucas, Marco Vergotti, Eduardo Cometti, Alberto Cairo e Equipe Faz Caber, com o trabalho VOO AIR FRANCE 447, publicado na revista ÉPOCA.
PRÊMIO ESSO ESPECIAL INTERIOR
Diploma e R$ 5.000,00
Suzana Fonseca e Tatiana Lopes, com o trabalho CASO ALESSANDRA, publicado no jornal A TRIBUNA (Santos).
PRÊMIO ESSO REGIONAL 1
Diploma e R$ 3.000,00
Silvia Bessa, com o trabalho QUILOMBOLA - OS DIREITOS NEGADOS DE UM POVO, publicado no jornal DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife).
PRÊMIO ESSO REGIONAL 2
Diploma e R$ 3.000,00
Edgar Gonçalvez Junior e Equipe, com o trabalho NOVEMBRO DE 2008 - O MAIOR DESASTRE CLIMÁTICO DO BRASIL, publicado no JORNAL DE SANTA CATARINA (Blumenau).
PRÊMIO ESSO REGIONAL 3
Diploma e R$ 3.000,00
Paulo Motta, Angelina Nunes, Carla Rocha, Selma Schmidt, Vera Araújo e Fábio Vasconcellos, com o trabalho DEMOCRACIA NAS FAVELAS, publicado no jornal O GLOBO.
A Comissão de Premiação decidiu também endossar a declaração emitida pela Comissão de Seleção de repúdio, protesto e preocupação com a censura judicial imposta ao jornal "O Estado de S. Paulo".
MELHOR CONTRIBUIÇÃO À IMPRENSA EM 2009
Os diplomas de Melhor Contribuição à Imprensa couberam aos sites "Museu Corrupção" e "Congresso em Foco".
O "Museu da Corrupção" ou MuCo, na abreviação adotada por seus idealizadores, é uma iniciativa do Diário do Comércio, de São Paulo, que decidiram agrupar num site os casos mais importantes de corrupção noticiados pela imprensa desde 1964 até os dias de hoje. Segundo seus autores, pode traduzir-se como "um esforço para produzir um jornalismo participante e formativo, não apenas noticioso e espectador".
Desde fevereiro de 2004, quando foi criado, o site Congresso em Foco acumula inúmeras citações em outros veículos, inclusive estrangeiros, em razão de um paciente trabalho de investigação jornalística que lhe permitiu trazer à luz aspectos desconhecidos do Congresso Nacional e da realidade política brasileira. O site ganhou especial notoriedade em 2009 por revelar ao país o descontrole no uso de passagens aéreas por parlamentares, com centenas de voos ofertados a parentes e amigos, ou simplesmente comercializados num mercado paralelo ilegal.
Nada menos de 88 jornalistas pertencentes a dezenas de veículos, além de profissionais ligados à comunicação, estiveram envolvidos este ano durante três meses nas tarefas de julgamento do Prêmio Esso 2009.
A Comissão de Pré-Seleção do PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO foi constituída pelos jornalistas e professores universitários Ana Gregati, Oscar Colombo e Viviane Medeiros.
A Comissão de Seleção do PRÊMIO ESSO DE TELEJORNALISMO foi constituída pelas jornalistas Ana Gregati, Carmem Petit, Christina Pinheiro, Fernanda Pedrosa e Olga Curado.
A Comissão Especial de Fotografia a quem coube apontar o trabalho vencedor dentre cinco finalistas, foi constituída pelos seguintes jurados:
Alberto Jacob Filho - ARFOC-RIO; Alcides Freire Melo - O POVO (Fortaleza); Alcyr Cavalcanti - ARFOC; Alex Ribeiro - DIÁRIO DO COMÉRCIO - SP; Alexandre Sassaki - O GLOBO; Álvaro Duarte - ESTADO DE MINAS; André Feltes - DIÁRIO GAÚCHO; André Sarmento - ÉPOCA; Antonio Scorza - FRANCE PRESS; Beatriz Bissio- CADERNOS DO III MUNDO; Bio Barreira- VALOR ECONÔMICO; Carlos Dreher- REVISTA FHOX; Célio Jr. - A CRÍTICA (Manaus); Eduardo Ribeiro - JORNALISTAS & CIA; Eduardo Soares de Queiroz - DIÁRIO DO NORDESTE; Evandro Teixeira - JORNAL DO BRASIL; Flávio Grieger - AGÊNCIA ANHANGÜERA - SP; Flávio Rodrigues - PHOTOSYNTESIS; Francisco Guedes (Chico) - A GAZETA (Vitória);
Gil Vicente - DIÁRIO DE PERNAMBUCO; Haroldo Habib - LANCE!; Hélio Campos Mello - REVISTA BRASILEIROS; Jair Motta - JORNAL DOS SPORTS; Jarbas Junior - JORNAL DO COMMERCIO (Pernambuco); José Camargo - SINDICATO DOS JORNALISTAS SP; Leo Aversa - Fotógrafo; Léo Corrêa - O DIA; Leonardo Lara - O TEMPO; Luiz Morier- Vencedor do Prêmio Esso de Fotografia 1983 e 1993; Luiz Tajes - CORREIO BRAZILIENSE; Marcelo Prates - HOJE EM DIA; Marco Antonio Ankosqui - DIÁRIO DE S. PAULO; Mônica Maia - FOLHA DE S. PAULO;
Noris Martinelli - CLÁUDIA; Olga Vlahou - CARTA CAPITAL; Paulo Brandão - ARFOC-SP; Paulo Marcos de Mendonça Lima - UNIVERCIDADE; Paulo Rodrigues - Fotógrafo; Porthus Brito - PIONEIRO; Reginaldo Manente - Vencedor do Prêmio Esso de Fotografia 62, 63, 65 e 82; Ricardo Chaves - ZERO HORA; Rogério Reis - AGÊNCIA TYBA; Sérgio Borges - EXTRA; Sergio Branco - FOTOGRAFE MELHOR; Sérgio Zalis - CONTIGO; Sílvio Ribeiro - GAZETA DO POVO; Tiago Brandão - COMÉRCIO DA FRANCA; Walter de Carvalho - A TARDE (Salvador); Walter Firmo - VENCEDOR Prêmio Esso de Jornalismo 1964; Wilson Pedrosa - O ESTADO DE S. PAULO
A escolha dos 35 trabalhos finalistas da mídia impressa (5 trabalhos para a categoria de fotografia e 3 trabalhos para cada uma das 10 categorias restantes), foi realizada por uma Comissão de Seleção composta por 25 profissionais oriundos das redações de alguns dos principais veículos brasileiros. Foram os seguintes os profissionais encarregados da tarefa:
Adriana Santiago - DIÁRIO DO NORDESTE (Fortaleza-CE); André Balocco - JORNAL DO BRASIL (Rio de Janeiro-RJ); Álvaro Duarte - ESTADO DE MINAS (Belo Horizonte-MG); Ascânio Seleme - O GLOBO (Rio de Janeiro-RJ); Carlos Alexandre Souza - CORREIO BRAZILIENSE (Brasília-DF); Cláudio Thomas - DIÁRIO GAÚCHO (Porto Alegre-RS); Domingos Aquino - A NOTÍCIA (Joinville-SC); Elaine Gaglianone - O DIA (Rio de Janeiro-RJ); Erick Guimarães - O POVO (Fortaleza-CE); Fábio Gusmão - EXTRA (Rio de Janeiro-RJ); Francisco Camargo - GAZETA DO POVO (Curitiba-PR); Fritz Utzeri - Associação Brasileira de Imprensa (ABI); José Márcio Mendonça - Colunista; Laurindo Ferreira - JORNAL DO COMMERCIO (Recife-PE); Luiz Adolfo - RBS (Porto Alegre-RS); Luiz Henrique Fruet - Jornalista e escritor; Maria Cristina Fernandes - VALOR ECONÔMICO (São Paulo-SP); Marília Scalzo - Jornalista; Mário Marinho - Editora On Line; Marlene da Silva Lopes - A TARDE (Salvador-BA); Moisés Rabinovici - DIÁRIO DO COMÉRCIO (São Paulo-SP); Nelson Homem de Mello - CORREIO POPULAR (Campinas-SP); Nelson Lemos - NVL Comunicação (Rio de Janeiro-RJ); Paula Losada - DIÁRIO DE PERNAMBUCO (Recife-PE); Paulo Marcos de Mendonça Lima - Fotógrafo.
O Prêmio Esso de Jornalismo destinou este ano aos vencedores um total de R$ 109 mil, já deduzidos os impostos. Além do prêmio principal, que leva o nome do programa, fixado em R$ 30 mil, e do Prêmio de Telejornalismo, estabelecido em R$ 20 mil, foram distribuídos R$ 3 mil para cada um dos três prêmios regionais, R$ 10 mil para as categorias de Reportagem e Fotografia e R$ 5 mil para cada uma das categorias de Criação Gráfica-Jornal, Criação Gráfica-Revista, Informação Econômica, Informação Científica/ Tecnológica/ Ecológica, Prêmio Esso Interior e Prêmio Esso de Primeira Página.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
A inacreditável violência
Ainda não dá para acreditar direito nas notícias e imagens da violência em Curitiba e no Rio de Janeiro no último domingo.Vamos por parte.
No Rio de Janeiro, depois de 17 anos, o Flamengo foi Campeão Brasileiro. Daí, deve-se imaginar que sua torcida comemorou, comemorou e comemorou. Foi tudo festa, certo?
Infelizmente, não foi bem assim.
A televisão mostrou imagens de flamenguistas brigando entre si e não foi briguinha a toa. Tipo, um achou que Petkovic foi o melhor jogador, outro achou o Adriano e daí nasceu uma briguinha, empurrões... nada disso. Foi coisa feia, pancadaria da grossa.
Os hospitais receberam feridos e houve até morte, como a do rapaz, em Magé, que ao tentar salvar um amigo que estava sendo espancado, levou seis tiros.
Em Curitiba, o Coritiba empatou com o Fluminense e caiu para a Série B. Seus torcedores, em lágrimas, cabisbaixos, voltaram para casa para se consolar com a esposa, namorada, filhos... ou deram uma paradinha no bar para afogar as mágoas, certo?
Nada disso. Uma turba numerosa e enfurecida invadiu o gramado para aredir jogdores, juízes e até mesmo a polícia (vejam na foto o malandrão enfrentando a polícia. Será que ele tem a mesma coragem na hora de enfrentar o trabalho?).
Fiquei de queixo caído.
A imagem que eu tenho de Curitiba é de uma das cidades mais avançadas em todo o Brasil. Avançada em praticamente tudo: melhor trânsito, melhor transporte coletivo, cidade mais limpa, povo mais educado.
Eu disse mais educado?
Disse e, por isso, me espanta tamanha violência que mandou diversas pessoas para o hospital.
O Clube, o Coritiba, deverá ter seu estádio interditado pois é necessária forte punição para que o Clube tome as devidas precauções para uma próxima eventualidade e para que sua torcida também sinta a punição.
Mas os feridos guardarão marcas por muito tempo. Muitas delas irrecuperáveis, como a daquela senhora que estava num ônibus e perdeu três dedos da mão ao ser atingida por uma bomba jogada por um vândalo travestido de torcedor.
A punição é necessária. A ausência dela é um dos grandes males que afligem esse nosso amado Brasil.
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