Existem três profissões que têm importante ponto em comum: os economistas, os meteorologistas e os jornalistas esportivos.
A cada dia que passa, os três se tornam mais especialistas em explicar acontecimentos do que antevê-los, como seria o ideal.
Desde Adam Smith, que nasceu por volta de 1720 e morreu setenta anos depois, os economistas se debruçam em livros, estudam anos a fio e traçam os rumos econômicos do mundo.
E erram.
Você duvida? Como é que não previram eles a crise de 2008 que abalou a economia dos Estados Unidos, o país mais rico do mundo e considerado uma fortaleza inexpugnável?
E as previsões para a inflação, crescimento do PIB, taxa de juros e outro quesitos que são corrigidos a cada momento?
Imagine economistas dirigindo equipes de Fórmula: a cada volta seria necessário parar o carro para promover reajustes.
Os meteorologistas de hoje se dedicam mais a explicar por que choveu ontem do que, o que seria mais plausível, se amanhã choverá ou não.
E sempre têm boas explicações: ora é uma frente fria que chegou inesperadamente ou uma frente quente; quem sabe os efeitos do El Niño ou a braveza da El Niña. Ah!, e também um ponto de convergência vindo do centro-oeste ou as rajadas de ventos nascidas no litoral... e por aí vai.
Jornalista esportivo também é assim.
Certa vez, o excelente jornalista Murilo Felisberto, que Deus o tenha, então redator-chefe do Jornal da Tarde, ao ouvir minhas explicações para um resultado inesperado (como, por exemplo, o meu pequeno América vencer o gigante Corinthians), disse-me: “Marinho, eu admiro Vocês jornalistas esportivos: Vocês têm muita imaginação, estão sempre explicando o inexplicável”.
E com razão.
Os mesmos argumento usados para explicar uma derrota, podem ser usados na vitória.
Um exemplo: o Santos perdeu para o Barcelona e muitos culparam o técnico Muricy Ramalho por ter mudado o esquema tático do time, escalando três zagueiros. Se o Santos tivesse vencido, Muricy teria sido elogiado por antever o perigo e optar por um esquema mais cauteloso.
Por aí vai.
Lá se foi – Não tem mais jeito: lá se foi o ano de 2011. Tenho a sensação de que esse ano não levou mais do que seis meses para acabar. Passou com a velocidade de quem tem pressa e anda a passos largos.
A sensação não é só minha.
Recebi do amigo Álvaro Lopes uma bela mensagem de fim de ano, da qual reproduzo um trecho:
Que o ano novo chegue correndo
De vento em popa,
Mas que passe devagar,
No ritmo do navio.
Mas, pensando bem, porque lamentar que o ano passou depressa?
Afinal de contas, desde criança estamos acostumados a ouvir: o que é bom, dura pouco.
E é verdade, sábia verdade.
Quando Você está assistindo a um bom jogo de futebol, daqueles com gols, bolas na trave, dribles espetaculares, jogo pegado o tempo passa rápido. Ao ouvir o apito de fim de jogo do juiz, Você se assusta: o quê, já acabou?
Férias, então, nem falar. Quando ainda se usavam as férias de 30 dias, elas terminavam, invariavelmente, em 15 ou 20 dias. Era um sufoco.
O mesmo vale para o cinema, uma boa peça de teatro, um livro etc.
Já o contrário... Aquele jogo chato, zero a zero insuportável parece interminável.
E quando Você está no teatro e a peça não evolui, não encaixa, não anda – aí, o tempo não passa. Você mexe e remexe na poltrona, olha o relógio disfarçadamente, mas cinco minutos demoram quase meia hora para passar.
Portanto, meu amigo, desejo a Você que o ano passe em seis meses. Que seja tranqüilo, que o mar fique sempre calmo. Foi assim, durante uma calmaria que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.
Que o ano seja de calmaria e a calmaria de boas descobertas.
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sábado, 31 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
E lá se vai o último integrante da bela família
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| Jane, Tarzan, Boy e Chita |
Pouco se me dá qual é a sua idade; mas se os seus cabelos já estão tingidos pela neve do tempo, com certeza um dia Você vibrou com o Tarzan, emitiu aquele grito tradicional; brincou como se fosse o homem macaco no quintal de sua casa e sentiu-se, pelo menos um pouquinho, apaixonado pela bela e sensual Jane.
O último membro da ilustre família, que morreu no último dia 24, foi o chimpanzé Chita, aos 80 anos de idade.
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| A primeira história de 1912 |
Foi um caso de sucesso imediato. Foram várias as publicações em formato de revistas em quadrinho, de livros e de filmes.
A lenda Você conhece bem: um casal de ingleses desembarca na selva africana após um motim. Com a morte do casal, o filho é criado por macacos. Ele recebe o nome de Tarzan que na linguagem dos macacos significa “Pele Branca”.
O primeiro filme foi rodado em 1919 e o primeiro Tarzan foi Elmo Lincon também herói do segundo filme, em 1921.
O mais famoso de todos os Tarzans foi Johnnh Weismuller, um ex-nadador olímpico, ganhador de cinco medalhas de ouro nas olimpíadas de 1924 e 1928.
Em 1934 ele fez o primeiro de 12 filmes imortalizando a lendária figura de Tarzan, o Homem Macaco ou o Rei das Selvas.
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| O jovem Jonnhy Weismuller |
A célebre frase “Me Tarzan, you Jane” jamais foi dita. No tal diálogo, o ator simplesmente aponta para si mesmo e diz “Tarzan”, faz uma pausa e aponta para Jane e diz: “Jane”.
Johnny Weismuller, romeno de nascimento (chegou aos Estados unidos com sete meses de vida), nasceu em 1904 e morreu em 1984 na cidade de Acapulco, no México.
Em 1932 Tarzan ganhou a companhia de Jane, a atriz Maurrem O’Sullivan que tinha 21 anos de idade. A beleza e o short curto chamaram atenção do mundo. Nos filmes seguintes, ela teve que usar um short um pouco mais cumprido (o que aconteceu também com Tarzan), já que a censura considerou suas roupas indecentes.
Maurren fez ainda mais cinco filmes e depois desistiu do papel para não ficar marcada pelo personagem. Abandonou o cinema na década de 40 para cuidar do marido que estava doente e dos sete filhos do casal, entre eles, a atriz Mia Farrow.
A espetacular Jane morreu nos Estados Unidos, em 1998, aos 87 anos de idade.
Na ficção da selva, o casal teve um filho que Tarzan chamava apenas de Boy. Ele foi interpretado por Johnny Sheffield, a partir do filme “O Filho de Tarzan”, em 1939. Por força também da censura, o garoto foi apresentado como adotado, já que Tarzan e Jane não eram casados.
Johnny Sheffield, que nasceu em 1931 e morreu em 2010, fez seu primeiro filme como Boy em 1939 e o último filme em 1947 quando passou a atura na série “Bomba, o Filho das Selvas” até 1945.
Johnny Weismuller, o mais carismático Tarzan, deixou o papel que o tornou famoso em 1948. Fora de forma e já com considerável barriga, virou o herói da série “Jim das Selvas”, que teve 26 episódios até 1955.
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| Chita fazendo a arte de que tanto gostava |
Na chamada vida real, Chita era aquilo mesmo que se via nos filmes de Tarzan: alegre, brincalhona, sempre pronta para fazer as pessoas rirem. Um detalhe que não apareceu nos filmes: Chita gostava de pintar quadros com os dedos.
Após Johnny Weismuller encerrar a carreira, Tarzan foi vivido por outros atores, entre eles Alex Backer e Gordon Scott sem alcançar o mesmo sucesso.
Um detalhe interessante: o famoso e tradicional grito de Tarzan não era da voz natural de Johnny Weismuller, mas sim criativa mixagem dos sons de um barítono e de uma soprano.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
O outro lado do artilheiro bad boy

Normalmente, os jogadores de futebol têm boas e engraçadas histórias para contar.
Se essas boas histórias encontram pela frente um bom jornalista, o resultado é este ótimo livro “O artilheiro indomável” onde seu autor, Wladimir Miranda, conta “as incríveis histórias de Serginho Chulapa”.
Mas se o leitor, levado pelo sorriso sempre escancarado desse incrível Serginho esperar encontrar humor já nas primeiras páginas, levará um baita susto.
As primeiras páginas desse livro são tristes, trágicas e dramáticas.
Contam a história de uma família que sofreu muito nas mãos de um pai violento e tirano que nunca abraçou seus filhos ou sua mulher. Nunca viram da parte dele um gesto de carinho.
Criados debaixo de pancadas, esses filhos não tiveram o mínimo sentimento de perda quando o pai se foi. Pelo contrário: houve um inconfessável alívio.
Serginho Chulapa, o maior artilheiro do São Paulo, se abriu para o jornalista Wladimir Miranda.
E como Wladimir soube explorar essa vontade de falar de Serginho.
Desde o pai, a triste infância, os assaltos até à chegada do futebol que desviou sua vida para um caminho melhor. Não tenham dúvidas: não fosse o futebol, certamente Serginho não estaria aí para contar essa história.
Dentro de campo, sempre pronto para explodir, mas fora dele sempre pronto para ajudar os amigos, para praticar uma boa ação.
Ou para esporte que também ele praticou com galhardia: as mulheres. Principalmente as prostitutas às quais recorria como um viciado.
Essa parte da vida de Serginho pode ser resumida nos primeiros versos do gostoso samba de Martinho da Vila, Mulheres:
Já tive mulheres de todas as cores,
De várias idades, de muitos amores.
Com umas até certo tempo fiquei.
Prá outras apenas um pouco me dei.
Já tive mulheres do tipo atrevida,
Do tipo acanhada, do tipo vivida.
Casada carente, solteira feliz.
Já tive donzela e até meretriz.
Mulheres cabeça e desequilibradas.
Mulheres confusas, de guerra e de paz,
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz.
Pois não é que agora, quase sessentão, apareceu na vida Serginho a Fátima pela qual ele caiu de amores. Mais do que amor: verdadeira paixão. A ponto de ele declarar, triunfante, ao repórter Wladimir Miranda: “Estou fiel à Fátima há mais de um ano”.
No caso do Chulapa, façanha e tanto.
“O artilheiro indomável” tem cerca de 130 páginas de fácil leitura, histórias e capítulos curtos de boa e caprichada edição.
Um belo presente de fim de ano. E também de começo de ano. Na verdade, do ano todo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Ufa!, ainda bem que acabou.
Quando o juiz apitou o final da exibição do Barcelona contra o atônito Santos, confesso que me quedei boquiaberto frente à televisão, mas com o sentimento de alívio: acabou, não vai passar de quatro.
O mesmo sentimento tomou conta de muito mais gente, santistas ou não.
No Continental Clube (lá em baixo falo sobre a final do tênis), a bem da verdade, nem houve muita gozação em cima dos santistas: havia mais um sentimento de dó. Eles, santistas que na véspera já se consideravam campeões do mundo e Neymar o melhor de todos, eram vistos com o sentimento de dó, de comiseração, de pena, de piedade.
Assim como se olha para alguém que acabou de ser espancado.
Foi esse também o sentimento geral no ótimo churrasco de confraternização de fim de ano promovido no Condomínio Villa Dell’Acqua, onde moro.
Ficou claro, escancarado que a distância entre o Barcelona e o Santos é algo tão inimaginável quanto o pré-sal.
Muricy tentou se defender, escalou três zagueiro que deveriam funcionar como uma inexpugnável muralha.
Mas, qual o quê.
Aliás, leio hoje o repórter do Uol descendo o cacete no Muricy Ramalho, apontando-o como o grande culpado pela derrota. Diz lá o cara que durante cinco meses Muricy estudou e treinou à exaustão um esquema de jogo para, no dia da final, escalar um time que não havia feito um treino sequer.
Bobagem, grande bobagem.
Muricy poderia treinar esse time um ano inteiro e seria batido pelo Barcelona do mesmo modo.
A diferença não é apenas tática, mas é técnica e filosófica.
Técnica porque os jogadores do Barça são melhores. Filosófica porque coloca em campo muito mais do que um esquema: uma filosofia administrativa, uma filosofia de comando de time, de equipe, de clube.
A verdade é aquilo que disse o Neymar na entrevista após o jogo (aliás o seu melhor momento): “Aprendemos muito aqui. É preciso levar isso para o Brasil”. Aí, o garoto cresceu, virou adulto.
Outra boa definição foi dada por um jornal esportivo de Barcelona: “Deuses e Santos”. Ou seja: de um lado, havia deuses; de outro, apenas santos. Aí é covardia.
Na Argentina,o jornal Olé estampou a manchete: “Gênio só existe um”, referindo-se, obviamente, à comparação entre Neymar e Messi. Realmente, nesse momento, não dá para comparar.
Aqui no Brasil, gozações em cima do garoto Neymar.
O jornal popular Marca trouxe a manchete: “Procura-se criança desaparecida”, com a foto de Neymar tomando conta de toda a primeira página.
Com B de Brasil – Barcelona se escreve com o mesmo B de Brasil.
Foi isso que o técnico Pepe Guardiola, do Barça, explicou após o jogo, quando lhe perguntaram e o seu time havia reinventado o futebol. Sua resposta: “Nós só fazemos aquilo que o Brasil fez a vida toda: tocar a bola. Foi isso que o meu pai e os meus avós sempre disseram que o Brasil fazia”.
Está certo ele: fazia.
Campeão – No torneio de tênis do Continental Clube, promovido e organizado pelo competente Dinho, eu e o Jari nos sagramos campeões na final contra a forte dupla formada pelo Odair Costa e o Sérgio Mendes.
Pelo regulamento, a final seria disputada em melhor de três sets.
Foi jogo duro. No primeiro sete, a dupla Odair-Sérgio abriu 5 a 2.
Reagimos, empatamos o jogo e levamos a decisão para o tie-break que foi vencido pelo Odair e Sérgio.
No começo do segundo set, Odair sentiu um estiramento muscular, talvez motivado pelo esforço despendido no primeiro set ou à própria tensão, nervosismo que um jogo duro provoca. A contusão o impediu de continuar no jogo. Sendo assim, eu e o Jari, que não perdemos nenhum dos quatro jogos disputados até chegar à final, ficamos com o título de campeões.
Coube ao valoroso adversário o nobre título de vice.
Ficou de ótimo tamanho.
No Continental Clube (lá em baixo falo sobre a final do tênis), a bem da verdade, nem houve muita gozação em cima dos santistas: havia mais um sentimento de dó. Eles, santistas que na véspera já se consideravam campeões do mundo e Neymar o melhor de todos, eram vistos com o sentimento de dó, de comiseração, de pena, de piedade.
Assim como se olha para alguém que acabou de ser espancado.
Foi esse também o sentimento geral no ótimo churrasco de confraternização de fim de ano promovido no Condomínio Villa Dell’Acqua, onde moro.
Ficou claro, escancarado que a distância entre o Barcelona e o Santos é algo tão inimaginável quanto o pré-sal.
Muricy tentou se defender, escalou três zagueiro que deveriam funcionar como uma inexpugnável muralha.
Mas, qual o quê.
Aliás, leio hoje o repórter do Uol descendo o cacete no Muricy Ramalho, apontando-o como o grande culpado pela derrota. Diz lá o cara que durante cinco meses Muricy estudou e treinou à exaustão um esquema de jogo para, no dia da final, escalar um time que não havia feito um treino sequer.
Bobagem, grande bobagem.
Muricy poderia treinar esse time um ano inteiro e seria batido pelo Barcelona do mesmo modo.
A diferença não é apenas tática, mas é técnica e filosófica.
Técnica porque os jogadores do Barça são melhores. Filosófica porque coloca em campo muito mais do que um esquema: uma filosofia administrativa, uma filosofia de comando de time, de equipe, de clube.
Outra boa definição foi dada por um jornal esportivo de Barcelona: “Deuses e Santos”. Ou seja: de um lado, havia deuses; de outro, apenas santos. Aí é covardia.
Na Argentina,o jornal Olé estampou a manchete: “Gênio só existe um”, referindo-se, obviamente, à comparação entre Neymar e Messi. Realmente, nesse momento, não dá para comparar.
Aqui no Brasil, gozações em cima do garoto Neymar.
Com B de Brasil – Barcelona se escreve com o mesmo B de Brasil.
Foi isso que o técnico Pepe Guardiola, do Barça, explicou após o jogo, quando lhe perguntaram e o seu time havia reinventado o futebol. Sua resposta: “Nós só fazemos aquilo que o Brasil fez a vida toda: tocar a bola. Foi isso que o meu pai e os meus avós sempre disseram que o Brasil fazia”.
Está certo ele: fazia.
Campeão – No torneio de tênis do Continental Clube, promovido e organizado pelo competente Dinho, eu e o Jari nos sagramos campeões na final contra a forte dupla formada pelo Odair Costa e o Sérgio Mendes.
Pelo regulamento, a final seria disputada em melhor de três sets.
Foi jogo duro. No primeiro sete, a dupla Odair-Sérgio abriu 5 a 2.
| Da esquerda para a direita: Jari, Sérgio, Mário e Odair |
No começo do segundo set, Odair sentiu um estiramento muscular, talvez motivado pelo esforço despendido no primeiro set ou à própria tensão, nervosismo que um jogo duro provoca. A contusão o impediu de continuar no jogo. Sendo assim, eu e o Jari, que não perdemos nenhum dos quatro jogos disputados até chegar à final, ficamos com o título de campeões.
Coube ao valoroso adversário o nobre título de vice.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Tô na final
Certamente o muito prezado e bem vindo leitor está pensando que vou falar da final do Mundial de Clubes, entre o melhor time do mundo, o Barcelona, e o Santos que tem o mais espetacular jogador do mundo, o imarcável Neymar.
Nada disso, vou falar sobre tênis.
Mas, para que não haja reclamações, uma palhinha sobre esse Mundial.
As vitórias do Santos e do Barcelona eram e foram totalmente previsíveis.
O Santos, sem muito brilho mas com a suntuosidade de suas estrelas passou pelos velozes e desesperados japoneses do Kashiwa Reysol comandados pelo competente e nosso conhecido técnico Nelsinho Batista.
No jogo desta quinta-feira, com era de se esperar, pouco puderam fazer os onze jogadores do Al Sad contra os vinte ou trinta e poucos do Barcelona.
Daí, teremos, no próximo domingo uma festa para os olhos, corações e mentes de quem gosta de futebol: uma equipe inteira, o Barcelona, contra Neymar, Ganso e, talvez, o tintilar da competência de um Borges ou de mais um ou dois jogadores.
Sobre os 4 a 0 do Barcelona em cima do catari Al Sad duas observações: o jogo, na verdade, foi apenas 1 a 0, já que os outros três gols foram brasileiros contando com inestimável colaboração do goleiro catari.
Segunda: sei por que os espanhóis não erram passes: é que com trinta e poucos jogadores em campo, eles ficam sempre a meio metro do companheiro. Daí, não dá para errar.
Mas, vamos a que interessa: por que eu disse, no título, tô na final.
É que eu estou na final do campeonato de tênis do Continental Parque Clube, na categoria de dupla máster.
Meu parceiro é o eficiente e competente Jari Lisboa.
O campeonato é promovido pelo competente e batalhador Dinho, anos atrás um neguinho pegador de bola e hoje bem sucedido empresário do tênis.
São cerca de 120 jogadores distribuídos nas categorias Infantil A e B, Iniciante A e B, Intermediário A e B, Avançado, Duplas A e Duplas Master.
Com sets de oito games, eu e o Jari disputamos três jogos na fase de classificação (vencemos dois por 8 a 0) e um na fase semifinal, na noite desta quarta-feira.
Os adversários foram os aguerrido Rui Achcar e Ricardo Abud.
Bem que eles tentaram e conseguiram equilibrar o jogo até o sexto game, em 3 a 3. Daí para as frente, prevaleceu a maior categoria do excelente Jari contando com minha modesta contribuição de coadjuvante em quadra (mas é bom lembrar que coadjuvante também ganha Oscar).
Vencemos e agora estamos na final. Ainda não sei quem será o adversário do jogo de sábado.
Mas considero que ter chegado à final foi uma grande vitória, já que o campeonato se pautou pelo equilíbrio das duplas.
Se estou satisfeito por ter chegado à final?
Nada disso: eu quero é vencer.
Nada disso, vou falar sobre tênis.
Mas, para que não haja reclamações, uma palhinha sobre esse Mundial.
As vitórias do Santos e do Barcelona eram e foram totalmente previsíveis.
O Santos, sem muito brilho mas com a suntuosidade de suas estrelas passou pelos velozes e desesperados japoneses do Kashiwa Reysol comandados pelo competente e nosso conhecido técnico Nelsinho Batista.
No jogo desta quinta-feira, com era de se esperar, pouco puderam fazer os onze jogadores do Al Sad contra os vinte ou trinta e poucos do Barcelona.
Daí, teremos, no próximo domingo uma festa para os olhos, corações e mentes de quem gosta de futebol: uma equipe inteira, o Barcelona, contra Neymar, Ganso e, talvez, o tintilar da competência de um Borges ou de mais um ou dois jogadores.
Sobre os 4 a 0 do Barcelona em cima do catari Al Sad duas observações: o jogo, na verdade, foi apenas 1 a 0, já que os outros três gols foram brasileiros contando com inestimável colaboração do goleiro catari.
Segunda: sei por que os espanhóis não erram passes: é que com trinta e poucos jogadores em campo, eles ficam sempre a meio metro do companheiro. Daí, não dá para errar.
| Eu e o Jari numa foto feita pelo Dinho, provando que ele é melhor organizador de torneio do que fotógrafo |
É que eu estou na final do campeonato de tênis do Continental Parque Clube, na categoria de dupla máster.
Meu parceiro é o eficiente e competente Jari Lisboa.
O campeonato é promovido pelo competente e batalhador Dinho, anos atrás um neguinho pegador de bola e hoje bem sucedido empresário do tênis.
São cerca de 120 jogadores distribuídos nas categorias Infantil A e B, Iniciante A e B, Intermediário A e B, Avançado, Duplas A e Duplas Master.
Com sets de oito games, eu e o Jari disputamos três jogos na fase de classificação (vencemos dois por 8 a 0) e um na fase semifinal, na noite desta quarta-feira.
Os adversários foram os aguerrido Rui Achcar e Ricardo Abud.
Bem que eles tentaram e conseguiram equilibrar o jogo até o sexto game, em 3 a 3. Daí para as frente, prevaleceu a maior categoria do excelente Jari contando com minha modesta contribuição de coadjuvante em quadra (mas é bom lembrar que coadjuvante também ganha Oscar).
Vencemos e agora estamos na final. Ainda não sei quem será o adversário do jogo de sábado.
Mas considero que ter chegado à final foi uma grande vitória, já que o campeonato se pautou pelo equilíbrio das duplas.
Se estou satisfeito por ter chegado à final?
Nada disso: eu quero é vencer.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Mais um presente para os corintianos.
Parece que já se falou quase tudo da conquista do título do Brasileirão 2011 do Corinthians.
Mas não para os corintianos.
Ontem à noite, no Continental Parque Clube, onde eu e o Jari massacramos nossos adversários com solene pneu (8 a 0), em partida válida pelo Master de Tênis promovido pelo professor Dinho, encontrei-me com o Emerson Zaidan que logo me questionou:
- Qual o próximo título do Corinthians?
Antecipando-se à minha resposta, enumerou:
- Vem aí a Copa São Paulo: vai ser nossa; depois, o Carnaval: é Gaviões na cabeça; no Paulistão o Adriano já vai estar fininho: é título certo. O primeiro semestre tá garantido.
Depois pensou um pouco mais, coçou a barba alvinegra que está cultivando e disse, pensativo:
- Bem, tem esse torneio Sul-americano aí que sei não, não sei se vai dar.
- Sul-americano? pergunto.
- É essa tal de Libertadores...
Bem, ironia à parte, o corintiano continua em pleno gozo de seus direitos como campeão brasileiro.
Eu contribuí e contribuo com essa festa com a publicação da revista cuja capa Você vê aí, ao lado.
Trata-se da do número especial da revista Show de Bola em homenagem ao Corinthians.
É mais um trabalho que eu e o Sílvio Natacci executamos para a On Line Editora.
Corintiano de verdade tem que comprar, ler, reler, guardar, mostrar para filhos e netos e recomendar para os amigos.
Demagogia – O relatório final da Lei Geral da Copa está em discussão na Câmara dos Deputados. É hora para as demagogias.
Está previsto na Lei que pelo menos 300 mil ingressos serão do tipo quatro, aqueles que custarão no máximo 25 dólares, cerca de 50 reais.
Serão distribuídos para estudantes, idosos, indígenas e participantes do Bolsa Família.
Um absurdo.
Futebol é um espetáculo e Copa do Mundo espetáculo maior ainda. Mas não é artigo de primeira necessidade.
Estudante não precisa de Copa do Mundo, precisa de melhores escolas e livros mais baratos; idoso não deve nem sair de casa para enfrentar o frio dos meses de junho-julho para acompanhar jogos: deve ficar em casa com a manta sobre os joelhos, chá quente, torradinhas feitas com o pão que sobrou de ontem e atento no remédio para pressão. Idoso não precisa nem remédio de graça: pecisa de aposentadoria digna que dê a ele o suficiente para comprar remédios e pagar um bom plano de saúde (como aquele do Lula).
E que dizer dos índios?
Qual a importância que tem o futebol ou a Copa para os índios?
Eles também precisam de mais proteção, de assistência médica, alimentação, educação – as mesmas coisas de que precisamos todos nós.
E o cara que vive de bolsa família? Ele vai tirar R$ 50 de seu miserável ganho para comprar ingresso?!?!? É um absurdo sem igual. Só mesmo na cabeça de político.
E por falar em demagogia, o deputado Vicente Cândido (do PT, só podia ser) pegou carona na tal Lei Geral para incluir um benefício de R$ 100 mil aos jogadores campeões das copas de 58, 62 e 70, mais um benefício mensal (leia-se aposentadoria) de R$ 3.691,74 a esses ex-jogadores.
Demagogia incompleta: deveriam ser incluídos também os ex-jogadores das conquistas de 94 e 2002. Por que a odiosa discriminação?
Na Olimpíada Rio-16, todos os atletas ganhadores de medalhas em outras competições semelhantes poderão exigir o mesmo tratamento (outras olimpíadas, pan-americanos, para-olimpíadas e outros).
É fácil fazer esse tipo de benemerência: afinal, quem vai pagar as contas é Pátria Amada, salve, salve.
Mas não para os corintianos.
Ontem à noite, no Continental Parque Clube, onde eu e o Jari massacramos nossos adversários com solene pneu (8 a 0), em partida válida pelo Master de Tênis promovido pelo professor Dinho, encontrei-me com o Emerson Zaidan que logo me questionou:
- Qual o próximo título do Corinthians?
Antecipando-se à minha resposta, enumerou:
- Vem aí a Copa São Paulo: vai ser nossa; depois, o Carnaval: é Gaviões na cabeça; no Paulistão o Adriano já vai estar fininho: é título certo. O primeiro semestre tá garantido.
Depois pensou um pouco mais, coçou a barba alvinegra que está cultivando e disse, pensativo:
- Bem, tem esse torneio Sul-americano aí que sei não, não sei se vai dar.
- Sul-americano? pergunto.
- É essa tal de Libertadores...
Bem, ironia à parte, o corintiano continua em pleno gozo de seus direitos como campeão brasileiro.
Eu contribuí e contribuo com essa festa com a publicação da revista cuja capa Você vê aí, ao lado.
Trata-se da do número especial da revista Show de Bola em homenagem ao Corinthians.
É mais um trabalho que eu e o Sílvio Natacci executamos para a On Line Editora.
Corintiano de verdade tem que comprar, ler, reler, guardar, mostrar para filhos e netos e recomendar para os amigos.
Demagogia – O relatório final da Lei Geral da Copa está em discussão na Câmara dos Deputados. É hora para as demagogias.
Está previsto na Lei que pelo menos 300 mil ingressos serão do tipo quatro, aqueles que custarão no máximo 25 dólares, cerca de 50 reais.
Serão distribuídos para estudantes, idosos, indígenas e participantes do Bolsa Família.
Um absurdo.
Futebol é um espetáculo e Copa do Mundo espetáculo maior ainda. Mas não é artigo de primeira necessidade.
Estudante não precisa de Copa do Mundo, precisa de melhores escolas e livros mais baratos; idoso não deve nem sair de casa para enfrentar o frio dos meses de junho-julho para acompanhar jogos: deve ficar em casa com a manta sobre os joelhos, chá quente, torradinhas feitas com o pão que sobrou de ontem e atento no remédio para pressão. Idoso não precisa nem remédio de graça: pecisa de aposentadoria digna que dê a ele o suficiente para comprar remédios e pagar um bom plano de saúde (como aquele do Lula).
E que dizer dos índios?
Qual a importância que tem o futebol ou a Copa para os índios?
Eles também precisam de mais proteção, de assistência médica, alimentação, educação – as mesmas coisas de que precisamos todos nós.
E o cara que vive de bolsa família? Ele vai tirar R$ 50 de seu miserável ganho para comprar ingresso?!?!? É um absurdo sem igual. Só mesmo na cabeça de político.
E por falar em demagogia, o deputado Vicente Cândido (do PT, só podia ser) pegou carona na tal Lei Geral para incluir um benefício de R$ 100 mil aos jogadores campeões das copas de 58, 62 e 70, mais um benefício mensal (leia-se aposentadoria) de R$ 3.691,74 a esses ex-jogadores.
Demagogia incompleta: deveriam ser incluídos também os ex-jogadores das conquistas de 94 e 2002. Por que a odiosa discriminação?
Na Olimpíada Rio-16, todos os atletas ganhadores de medalhas em outras competições semelhantes poderão exigir o mesmo tratamento (outras olimpíadas, pan-americanos, para-olimpíadas e outros).
É fácil fazer esse tipo de benemerência: afinal, quem vai pagar as contas é Pátria Amada, salve, salve.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
A previsibilidade da imprevisibilidade
O futebol não é uma ciência exata.
Esporte nenhum é.
Mas o futebol é o único com essa capacidade do menor, do mais fraco tecnicamente, vencer o maior, o melhor.
É isso que torna o futebol essa incrível paixão que ele é.
Só no futebol um time tecnicamente inferior, como o América MG (meu América) é capaz de vencer o Vasco, quase campeão brasileiro, por 4 a 1. Goleada e banho de bola.
Mas, na maioria das vezes, a previsibilidade é a constante.
Por exemplo: nenhum resultado final das 19 copas do mundo disputadas até hoje por ser chamado de zebra. Injustiças, sim; zebras, não.
Desta forma, pode-se dizer, sem medo de errar, que o título corintiano foi previsível. Ganhou aquele que manteve maior regularidade ao longo do Brasileirão. Que se ressalte: maior regularidade positiva, já que o Avaí foi tão regular quanto o Timão: perdeu 21 dos 38 jogos disputados, enquanto o campeão venceu 21 dos mesmos 31 jogos.
Estamos falando em números: o Corinthians foi líder em 27 das 38 rodadas; o Vasco foi líder em cinco rodadas e o São Paulo em quatro.
No duelo entre o campeão e o vice, o timão venceu o primeiro jogo, 2 a 1; e empatou o segundo 2 a 2. Portanto, levou vantagem.
Se levarmos em conta o Brasileirão do ano passado, o Corinthians ficou 75 rodadas (38 do ano passado e 37 desse ano) entre os quatro primeiros colocados. Em 2011, ficou de fora apenas na primeira rodada por saldo de gols.
Falando ainda em números, valho-me das informações do jornalista e pesquisador Rodolfo Rodrigues.
Com 29.387 torcedores por jogo, o Corinthians teve a melhor média de público do Brasileirão de 2011. Aliás, pelo segundo ano consecutivo o time paulista atingiu essa marca com a média de 27.446. Além desses dois últimos anos, o Corinthians foi o líder de público nos Brasileiros de 1972, 1976, 1993, 2004 e 2005.
O time campeão de 2011 também alcançou o recorde de vitórias consecutivas, com sete triunfos seguidos no início do Brasileirão, repetindo a marca de 1999. Ao ficar 10 jogos sem perder no começo desse Brasileiro, o Corinthians teve o seu melhor começo em um Brasileiro, porém, não alcançou o recorde de invencibilidade de 15 jogos, da equipe de 1993.
Agora, seguem números de outro jornalista e pesquisador, Fábio Sinegaglia.
1) O Campeonato Brasileiro deste ano com todos os 380 jogos previstos já realizados somou 1017 gols 2,67 gols por partida
2) Nestas 380 partidas, 275 tiveram um vencedor e 105 terminaram empatadas; ou seja, 72,36% de partidas com vencedor e 27,64% de empates.
3) Em 2012, dos 20 times que vão disputar a Série A, 50% (10 times) serão do eixo RJ-SP, serão eles: São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Santos, Ponte Preta, Portuguesa, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.
4) Três estados terão representantes na Libertadores da América de 2012 São Paulo (Corinthians e Santos), Rio de Janeiro ( Flamengo, Fluminense e Vasco) e o Rio Grande do Sul (Inter).
5) Das 21 vitórias da equipe campeã o Corinthians, 17 foram por um gol de diferença, ou seja, 81% de vitórias pela diferença mínima.
6) A equipe que mais empatou neste Campeonato Brasileiro foi o Palmeiras 17 empates: Três (0 a 0), onze (1 a 1) e três (2 a 2); ou seja, dos empates do Palmeiras 64,7% foram por 1 a 1.
7) O Avaí (rebaixado) foi o que mais perdeu partidas na competição, 21 derrotas em 38 partidas, 55,2% de derrotas no campeonato.
8) Onze equipes terminaram o Campeonato com saldo positivo, oito com saldo negativo e o Santos terminou a competição com saldo zero.
9) Na última rodada foram marcados 29 gols, média de 2,9 gols por partida. Foram 10 jogos, 6 partidas com um time vitorioso e 4 empates.
10) O campeonato deste ano distribui aos times 1035 pontos, sendo 6,86 % desses pontos conquistado pelo campeão Corinthians.
11) Dos 71 pontos ganhos pelo Corinthians, 41 deles foram em casa ( 57,7%) e 30 foram fora (42,3%);
Esporte nenhum é.
Mas o futebol é o único com essa capacidade do menor, do mais fraco tecnicamente, vencer o maior, o melhor.
É isso que torna o futebol essa incrível paixão que ele é.
Só no futebol um time tecnicamente inferior, como o América MG (meu América) é capaz de vencer o Vasco, quase campeão brasileiro, por 4 a 1. Goleada e banho de bola.
Mas, na maioria das vezes, a previsibilidade é a constante.
Por exemplo: nenhum resultado final das 19 copas do mundo disputadas até hoje por ser chamado de zebra. Injustiças, sim; zebras, não.
Desta forma, pode-se dizer, sem medo de errar, que o título corintiano foi previsível. Ganhou aquele que manteve maior regularidade ao longo do Brasileirão. Que se ressalte: maior regularidade positiva, já que o Avaí foi tão regular quanto o Timão: perdeu 21 dos 38 jogos disputados, enquanto o campeão venceu 21 dos mesmos 31 jogos.
Estamos falando em números: o Corinthians foi líder em 27 das 38 rodadas; o Vasco foi líder em cinco rodadas e o São Paulo em quatro.
No duelo entre o campeão e o vice, o timão venceu o primeiro jogo, 2 a 1; e empatou o segundo 2 a 2. Portanto, levou vantagem.
Se levarmos em conta o Brasileirão do ano passado, o Corinthians ficou 75 rodadas (38 do ano passado e 37 desse ano) entre os quatro primeiros colocados. Em 2011, ficou de fora apenas na primeira rodada por saldo de gols.
Falando ainda em números, valho-me das informações do jornalista e pesquisador Rodolfo Rodrigues.
Com 29.387 torcedores por jogo, o Corinthians teve a melhor média de público do Brasileirão de 2011. Aliás, pelo segundo ano consecutivo o time paulista atingiu essa marca com a média de 27.446. Além desses dois últimos anos, o Corinthians foi o líder de público nos Brasileiros de 1972, 1976, 1993, 2004 e 2005.
O time campeão de 2011 também alcançou o recorde de vitórias consecutivas, com sete triunfos seguidos no início do Brasileirão, repetindo a marca de 1999. Ao ficar 10 jogos sem perder no começo desse Brasileiro, o Corinthians teve o seu melhor começo em um Brasileiro, porém, não alcançou o recorde de invencibilidade de 15 jogos, da equipe de 1993.
Agora, seguem números de outro jornalista e pesquisador, Fábio Sinegaglia.
1) O Campeonato Brasileiro deste ano com todos os 380 jogos previstos já realizados somou 1017 gols 2,67 gols por partida
2) Nestas 380 partidas, 275 tiveram um vencedor e 105 terminaram empatadas; ou seja, 72,36% de partidas com vencedor e 27,64% de empates.
3) Em 2012, dos 20 times que vão disputar a Série A, 50% (10 times) serão do eixo RJ-SP, serão eles: São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Santos, Ponte Preta, Portuguesa, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.
4) Três estados terão representantes na Libertadores da América de 2012 São Paulo (Corinthians e Santos), Rio de Janeiro ( Flamengo, Fluminense e Vasco) e o Rio Grande do Sul (Inter).
5) Das 21 vitórias da equipe campeã o Corinthians, 17 foram por um gol de diferença, ou seja, 81% de vitórias pela diferença mínima.
6) A equipe que mais empatou neste Campeonato Brasileiro foi o Palmeiras 17 empates: Três (0 a 0), onze (1 a 1) e três (2 a 2); ou seja, dos empates do Palmeiras 64,7% foram por 1 a 1.
7) O Avaí (rebaixado) foi o que mais perdeu partidas na competição, 21 derrotas em 38 partidas, 55,2% de derrotas no campeonato.
8) Onze equipes terminaram o Campeonato com saldo positivo, oito com saldo negativo e o Santos terminou a competição com saldo zero.
9) Na última rodada foram marcados 29 gols, média de 2,9 gols por partida. Foram 10 jogos, 6 partidas com um time vitorioso e 4 empates.
10) O campeonato deste ano distribui aos times 1035 pontos, sendo 6,86 % desses pontos conquistado pelo campeão Corinthians.
11) Dos 71 pontos ganhos pelo Corinthians, 41 deles foram em casa ( 57,7%) e 30 foram fora (42,3%);
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Hora da onça beber água
A velha expressão, muitas vezes substituída por “na hora h”, que dizer momento decisivo, fatal.
É o que estamos, todos, vivendo nesta hora h do Brasileirão.
Todos se lançam à procura de coincidências, de números, de superstições que possam ajudar a levar a decisão para o seu lado.
Os palmeirenses, por exemplo, que não têm o que ganhar no jogo contra o Corinthians, lembram-se de que em 1921, na rodada final do Paulistão, o então Palestra Itália venceu o Corinthians e o título estadual ficou com o Paulistano.
Em contrapartida, os corintianos lembram-se do campeonato paulista de 1954 que terminou em 1955: o Timão precisava do empate para ser campeão do IV Centenário e não deu outra: 1 a 1 com o Palmeiras. Resultado que, se repetido neste domingo, dará o quinto título do Brasileirão ao Timão.
E mais.
Lembram-se, ainda, os corintianos, que em 2005, seu time perdeu para o Goiás (que também tem camisa verde) e mesmo assim foi Campeão Brasileiro pois seu oponente, o Internacional, perdeu para o Coritiba.
Situação que, se repetir no domingo, derrota do Corinthians e derrota do Vasco, dará o título ao Timão.
O certo é que neste domingo estarão reunidas as duas maiores torcidas do Brasil e, com certeza, das Américas: a torcida anticorinthians e a torcida antiflamengo.
Ganha, com isso o amante do futebol. Afinal, estamos na última rodada e o título não está definido. Tem mais: também não estão definidos os times que se classificarão para a Taça Libertadores do ano que vem.
É pouco?
Nada disso, pois lá no fim da tabela também tem disputa.
O meu América já voltou para a série B de onde, aliás, não deveria ter saído. Ao seu lado está o Avaí.
Faltam definir ainda os outros dois rebaixados. Na briga, estão o Atlético PR (que enfrenta o Coritiba que briga por uma vaga na Libertadores); o Ceará (que enfrenta o Bahia, que não luta por nada); e o Cruzeiro, quem diria (que enfrenta o Atlético que terá prazer indescritível de empurrar o arquirrival para a Segundona).
Mas o Cruzeiro é único que depende apenas de si: basta vencer o Galo e estará fora.
É inacreditável que o Cruzeiro, time que tem uma das melhores, senão a melhor, estrutura do futebol brasileiro esteja nessa situação.
Ah!, Perrela... Se isso acontecer, estará provado que presidente não ganha jogo, mas leva o time à segunda divisão.
É o que estamos, todos, vivendo nesta hora h do Brasileirão.
Todos se lançam à procura de coincidências, de números, de superstições que possam ajudar a levar a decisão para o seu lado.
Os palmeirenses, por exemplo, que não têm o que ganhar no jogo contra o Corinthians, lembram-se de que em 1921, na rodada final do Paulistão, o então Palestra Itália venceu o Corinthians e o título estadual ficou com o Paulistano.
Em contrapartida, os corintianos lembram-se do campeonato paulista de 1954 que terminou em 1955: o Timão precisava do empate para ser campeão do IV Centenário e não deu outra: 1 a 1 com o Palmeiras. Resultado que, se repetido neste domingo, dará o quinto título do Brasileirão ao Timão.
E mais.
Lembram-se, ainda, os corintianos, que em 2005, seu time perdeu para o Goiás (que também tem camisa verde) e mesmo assim foi Campeão Brasileiro pois seu oponente, o Internacional, perdeu para o Coritiba.
Situação que, se repetir no domingo, derrota do Corinthians e derrota do Vasco, dará o título ao Timão.
O certo é que neste domingo estarão reunidas as duas maiores torcidas do Brasil e, com certeza, das Américas: a torcida anticorinthians e a torcida antiflamengo.
Ganha, com isso o amante do futebol. Afinal, estamos na última rodada e o título não está definido. Tem mais: também não estão definidos os times que se classificarão para a Taça Libertadores do ano que vem.
É pouco?
Nada disso, pois lá no fim da tabela também tem disputa.
O meu América já voltou para a série B de onde, aliás, não deveria ter saído. Ao seu lado está o Avaí.
Faltam definir ainda os outros dois rebaixados. Na briga, estão o Atlético PR (que enfrenta o Coritiba que briga por uma vaga na Libertadores); o Ceará (que enfrenta o Bahia, que não luta por nada); e o Cruzeiro, quem diria (que enfrenta o Atlético que terá prazer indescritível de empurrar o arquirrival para a Segundona).
Mas o Cruzeiro é único que depende apenas de si: basta vencer o Galo e estará fora.
É inacreditável que o Cruzeiro, time que tem uma das melhores, senão a melhor, estrutura do futebol brasileiro esteja nessa situação.
Ah!, Perrela... Se isso acontecer, estará provado que presidente não ganha jogo, mas leva o time à segunda divisão.
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