sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O outro lado do artilheiro bad boy






























Normalmente, os jogadores de futebol têm boas e engraçadas histórias para contar.
Se essas boas histórias encontram pela frente um bom jornalista, o resultado é este ótimo livro “O artilheiro indomável” onde seu autor, Wladimir Miranda, conta “as incríveis histórias de Serginho Chulapa”.

Mas se o leitor, levado pelo sorriso sempre escancarado desse incrível Serginho esperar encontrar humor já nas primeiras páginas, levará um baita susto.

As primeiras páginas desse livro são tristes, trágicas e dramáticas.

Contam a história de uma família que sofreu muito nas mãos de um pai violento e tirano que nunca abraçou seus filhos ou sua mulher. Nunca viram da parte dele um gesto de carinho.

Criados debaixo de pancadas, esses filhos não tiveram o mínimo sentimento de perda quando o pai se foi. Pelo contrário: houve um inconfessável alívio.

Serginho Chulapa, o maior artilheiro do São Paulo, se abriu para o jornalista Wladimir Miranda.

E como Wladimir soube explorar essa vontade de falar de Serginho.

Desde o pai, a triste infância, os assaltos até à chegada do futebol que desviou sua vida para um caminho melhor. Não tenham dúvidas: não fosse o futebol, certamente Serginho não estaria aí para contar essa história.

Dentro de campo, sempre pronto para explodir, mas fora dele sempre pronto para ajudar os amigos, para praticar uma boa ação.

Ou para esporte que também ele praticou com galhardia: as mulheres. Principalmente as prostitutas às quais recorria como um viciado.

Essa parte da vida de Serginho pode ser resumida nos primeiros versos do gostoso samba de Martinho da Vila, Mulheres:

Já tive mulheres de todas as cores,

De várias idades, de muitos amores.

Com umas até certo tempo fiquei.

Prá outras apenas um pouco me dei.

Já tive mulheres do tipo atrevida,

Do tipo acanhada, do tipo vivida.

Casada carente, solteira feliz.

Já tive donzela e até meretriz.

Mulheres cabeça e desequilibradas.

Mulheres confusas, de guerra e de paz,

Mas nenhuma delas me fez tão feliz

Como você me faz.



Pois não é que agora, quase sessentão, apareceu na vida Serginho a Fátima pela qual ele caiu de amores. Mais do que amor: verdadeira paixão. A ponto de ele declarar, triunfante, ao repórter Wladimir Miranda: “Estou fiel à Fátima há mais de um ano”.

No caso do Chulapa, façanha e tanto.

“O artilheiro indomável” tem cerca de 130 páginas de fácil leitura, histórias e capítulos curtos de boa e caprichada edição.

Um belo presente de fim de ano. E também de começo de ano. Na verdade, do ano todo.

Posted by Picasa

2 comentários:

  1. Sempre achei que o Serginho fosse apenas um criador de casos, um cara que bateu em jornalistas, dirigentes e companheiros de profissão.
    Mas, pelo que Você narra do livro dele, a história do artilheiro tem também um outro lado. Acho que vale a pena comprar o livro.
    José Carlos, BH.

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  2. MMarinho. U´a mão lava a outra!
    Já tive mulheres........quem não as teve?
    Abçs/Moura.

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