segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um técnico de atitude

Émerson Leão chega ao Morumbi para tentar salvar o restinho de temporada do São Paulo.
Leão dá primeira entrevista no CT Tricolor, aos lado de Marco Aurélio Cunha
Se vai dar certo ou não, só o futuro dirá.

Até porque técnicos famosos e badalados estão se dando mal e colocando em xeque o trabalho de outros companheiros de profissão.

Aí estão os dois mais badalados e mais bem pagos do Brasil: Vanderlei Luxemburgo e Luiz Scolari.

Ambos têm em comum o salário, cerca de R$ 700 mil mensais, e o fato de já terem dirigido a Seleção Brasileira.

Neste brasileirão, o Palmeiras está em 13º lugar, fora até da zona de classificação para a Copa Sul-americana. No último sábado, o Verdão perdeu para o Figueirense, em São Paulo, e foi vaiado por sua torcida aos gritos de “timinho”

O Flamengo está na tábua da beirada dos quatro que se classificarão para a Libertadores: é o quarto colocado, com 52 pontos, dois a mais que o Fluminense que vem em quinto. E vem de dois resultados nada agradáveis: foi goleado pelo Universidad do Chile, no rio de Janeiro, por 5 a 0, e se quiser se classificar para a etapa seguinte terá que golear o adversário, no Chile, por 6 a 0.

Missão complicada.

Leão é um técnico top e também já dirigiu a Seleção Brasileira.

Não é ranheta como Felipão, nem milongueiro como Luxemburgo.

Tem seu estilo e é um técnico de atitude.

A sua primeira boa atitude foi viajar com o São Paulo para o jogo de amanhã contra o Libertad pela Copa Sul-americana.

Não faz mais do que obrigação, dirá o impaciente leitor.

E eu concordo.

Acontece que o comum nessas situações é ouvir o técnico dizer que assistirá ao primeiro jogo fora do campo e assumirá, de verdade, no dia seguinte.

O que é um absurdo.

Qualquer profissional quando é contratado, começa a trabalhar imediatamente. Não há motivos para que só o faça amanhã ou depois do feriado.

E mais: Leão chega falado grosso: “chego para lutar pelo título, com sempre faço em minha vida”.

A um repórter que perguntou se ele era um técnico de tiro curto, respondeu laconicamente, porém sem grosseria: “Vou fingir que essa pergunta não existiu”.

Em 2005, eu era comentarista de futebol da rádio Capital e acompanhei muitos jogos do São Paulo naquele ano.

Em meus comentários, sempre ressaltei uma virtude que o Leão tem e poucos outros têm (o Luxemburgo é um deles): a capacidade de fazer o time mudar em campo, no intervalo do primeiro para o segundo tempo, sem fazer alguma modificação na escalação.

Era só uma questão de atitude, da forma como falar aos jogadores no vestiário.

E o time vinha para o segundo tempo com outra cara, com outra disposição.

Uma questão de atitude.

Talvez seja disso que o São Paulo precisa.

3 comentários:

  1. MMarinho. De retorno à praia. Primeiramente, digo que tenho me penitenciado em assistir alguns jogos, jogadores badalados, técnicos idem,
    e concluo que a classificação do atual campeonato
    Brasileiro deveria começar do sétimo lugar para baixo. Nenhum time deveria estar ocupando classifinação mais vantajosa. Que bando de ruindade! Sobre o Leão.... melhor seria comentarmos sobre os atuais dirigentes do São Paulo. Que turminha ruim!. Moura.

    ResponderExcluir
  2. Marinho.. O Mengo perdeu de 4 a 0. Corrija aí por favor.Um gol faz muita diferença no final.Quanto ao Leão não acredito que va dar certo.De cara ja sacou o Rivaldo que para mim é um craque mesmo com a idade dele. Para um time como o São Paulo que ja teve o Telê Gentleman Santana apelar para o Leão é sinal de desespero de causa.ass.:seu amigo Ademir

    ResponderExcluir
  3. Marinho,
    concordo que o Leão é um técnico de atitude.
    Mas a atitude que ele tem que tomar agora, é vencer. Caso contrário, a diretoria vai tomar uma atitude contra ele que não será das mais agradáveis...

    ResponderExcluir