A Fifa colocou a Copa de 2014 na reta final. Estão definidas as tabelas da Copa das Confederações de 2013 e as sedes e datas da Copa do Mundo propriamente dita.
Como era de se esperar, a abertura será mesmo em São Paulo.
Além de aeroportos e estádios, falta também aprontar o time brasileiro. Até agora, assim como aeroportos, estádios e obras de infraestrutura, a Seleção Brasileirão não passa de promessa.
Como foi promessa também que esta seria uma Copa sem investimentos públicos.
Está em discussão a chamada Lei Geral da Copa do Mundo.
Um item está sendo discutido e colocado como ameaça à soberania Nacional: a meia entrada.
Terão os idosos e estudantes direito á meia entrada?
A Fifa diz que não. Em seus espetáculos não existe a figura da meia entrada.
A presidente do Brasil diz que a lei brasileira não será modificada.
Com a voz grossa e a cara de poucos amigo ela diz que a meia entrada é uma conquista do povo brasileiro.
A Fifa faz beicinho e bate o pé (não com muita firmeza) e repete que não aceita a meia entrada.
Pura bobagem, apenas cortina de fumaça.
Enquanto se discute essa merreca, a Lei Geral aprovará a isenção de impostos para toneladas de outros itens.
Será permitido o trabalho do estrangeiro sem o visto especial; haverá entrada em território brasileiro de equipamentos sem o devido imposto de importação e uma série de outras facilidades.
Tudo isso passará enquanto se discute a meia entrada.
Será a Fifa a grande vilã? A bruxa malvada que quer explorar a nossa pátria amada Mãe Gentil?
Outra bobagem.
Afinal, foi a Fifa quem ofereceu a Copa do Mundo ao Brasil ou foi o Brasil quem se candidatou e prometeu mundos e fundos para realizar a Copa?
Todos nós nos lembramos do então presidente Lula, de triste memória, se emocionando em Zurique quando o Brasil foi escolhido. Ele de mãos dadas com Ricardo Teixeira, presidente da CBF, que clamou aos quatro ventos que essa seria a Copa da iniciativa privada.
Nada de dinheiro público, gritou ele.
E o que vemos? A enxurrada de grana que sai dos generosos cofres da generosa Mãe Gentil.
A Fifa estabeleceu suas regras antes de o Brasil se candidatar.
O que a Fifa exige do Brasil nesta Copa, é o mesmo que exigiu de outros países em outras copas. Nada de diferente, nada contra o Brasil.
E o Brasil inteiro, desde os dirigentes da CBF ao mandatário mor, de triste memória, sabia disso. E aceitaram as regras do jogo que agora colocam como ameaça à soberania nacional.
Aprendi desde cedo lá nas empoeiradas ruas da então pacata Belo Horizonte que o que é combinado não é caro.
Portanto, vamos deixar de cinismos: combinou, tem que cumprir.
Vou te contar... até parece!

Mário Lúcio,
ResponderExcluirUma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Passarinho que acompanha morcego dorme de cabeça pra baixo.
Um abraço,
Jacy Mendonça -
Santa Rita Pb
Concordo plenamente, caríssima Jacy.
ResponderExcluirNessa caso, a Fifa é o morcego.
Daí, o Brasilq ue se vire.
Abraços.